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Cooperação

Responsável da Oxfam no Haiti incriminado em relatório interno

A Oxfam está na tormenta há uma dezena de dias.
A Oxfam está na tormenta há uma dezena de dias. REUTERS/Simon Dawson

Continua a tempestade em torno da Oxfam, mais de uma semana depois do jornal britânico "The Times" ter revelado que responsáveis desta ONG no Haiti teriam cometido abusos sexuais e recorrido a prostitutas que pagavam com fundos da Oxfam em 2011, logo após o terramoto que custou a vida de mais de 200 mil pessoas em 2010. Hoje tanto "The Times" como a própria Oxfam dão novos elementos sobre este escândalo.

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De acordo com as 11 páginas de um relatório interno da Oxfam datando de 2011 divulgado hoje, o director da ONG no Haiti, o belga Roland Van Hauwermeiren, reconhece ter recorrido a prostitutas pagas com fundos da Oxfam, contrariando deste modo a sua linha de defesa que tem sido de negar as acusações e reconhecer apenas ter mantido relações com "uma mulher honrada e madura".

Paralelamente, o "The Times", em novas revelações hoje, deu voz ao testemunho de uma jovem que tinha 16 anos na altura que disse ter tido relações com Van Hauwermeiren a troco de dinheiro, a jovem referindo ainda que" ele actuava deste modo com muitas outras mulheres haitianas" e que "as mulheres eram a sua distracção".

Perante estas novas revelações, deixando explodir a sua fúria, o Ministro do Planeamento do Haiti, Aviol Fleurant, disse "não excluir a hipótese de colocar este caso na justiça" e também referiu "não afastar a possibilidade de retirar o estatuto de ONG à Oxfam no caso de esta instituição ser cúmplice de um crime desta natureza contra o desenvolvimento e contra a dignidade de um povo inteiro".

Refira-se entretanto, que para além das relevações sobre o responsável da ONG no Haiti, o relatório interno da Oxfam do qual certas passagens foram ocultadas evoca igualmente casos de intimidações e assédio entre funcionários da ONG. Quatro elementos foram afastados e três outros demitiram-se, indica a Oxfam que diz ainda ter comunicado às autoridades competentes os nomes das pessoas incriminadas. Depois de ter apresentado na Sexta-feira um plano de acção de luta contra os abusos sexuais, a Oxfam diz "pretender apostar numa total transparência", depois de num primeiro tempo, na semana passada, o Director-Geral da instituição ter considerado a polémica "desproporcionada".

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