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Serra Leoa

Candidato derrotado contesta resultados das presidenciais na Serra Leoa

Novo presidente eleito na Serra Leoa, Julius Maada Bio, mas contestado pelo adversário, Samura Kamara
Novo presidente eleito na Serra Leoa, Julius Maada Bio, mas contestado pelo adversário, Samura Kamara REUTERS/Olivia Acland

A transição já estava em curso na Serra Leoa, após a vitória de Julius Maada Bio, candidato da oposição, nas eleições presidenciais de 31 de março, que inclusivamente prestou juramento, mas eis que Samura Kamara, candidato do partido no poder, contestou perante o tribunal os resultados, denunciando fraudes. 

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Julius Maada Bio, antigo militar de 53 anos, ganhou as eleições presidenciais de 31 de março na Serra Leoa, com 51,81% dos votos, contra 48,19% de Samura Kamara, resultados proclamados pela Comissão nacional eleitoral.

Aliás, a transição já estava em curso entre o presidente cessante, Ernest Bai Koroma e o vencedor, Julius Maada Bio, candidato da oposição, que já tinha inclusivamente prestado juramento.

Nada indicava que o candidato do partido no poder, Samura Kamara, que não rejeitara a proclamação dos resultados pelo presidente da Comissão nacional eleitoral, Mohamed Conteh.

Mas eis que o candidato derrotado, Samura Kamara, indicou ontem numa mensagem na televisão que tinha contestado no tribunal os resultados, sublinhando que não "reflectiam numerosas preocupações do seu partido relativas a urnas que deram entrada já lacradas ou excesso de boletins de voto e outras irregularidades".

Na primeira volta de 7 de março, Julius Maada Bio, já tinha ganho com uma vantagem de 15.000 sobre M. Kamara, um antigo ministro das Finanças e dos Negócios estrangeiros.

A campanha eleitoral das duas voltas das eleições presidenciais decorreu num clima de tensão e rixas entre os dois campos com um discurso agressivo étnico.

Com a contestação dos resultados das eleições, observadores, temem que haja alguma derrapagem na Serra Leoa, um país, que ainda sara feridas duma guerra civil entre 1991 e 2002 que fez 120.000 mortos.

Uma guerra que deixou um país com uma economia frágil, problemas de corrupção, queda dos preços das matérias primas no mercado internacional e vítimas da epidemia de ébola de 2014-2016. 

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