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RDC

Poder na RDC está a eliminar candidatos às presidenciais

Félix Kabange Numbi, ministro do Ordenamento do Território da RDC
Félix Kabange Numbi, ministro do Ordenamento do Território da RDC flickr.com

O Tribunal constitucional da RDC, confirmou a decisão da Comissão eleitoral que tinha considerada improcedente a candidatura do ex-PM, Gizenga, assim como afastou da corrida às presidenciais, Jean-Paul Moka e Jean-Pierre Bemba. O poder recusa acusações da oposição de que se está perante um Estado de não direito.

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Está-se a caminhar para um "Estado de não direito", na RDC, afirma a oposição naquele país africano que vê alguns dos seus candidatos chumbados pela Comissão eleitoral nacional independente e o Tribunal constitucional.

Depois da anulação da candidatura de Jean-Pierre Bemba, velho veterano da vida política da RDC, o Tribunal constitucional, acaba de excluir, definitivamente, Antoine Gizenga, ex-primeiro ministro e antigo camarada do histórico Patrice Lumumba, e um outro candidato às presidenciais de 23 de dezembro.

Antes, o Tribunal constitucional, tinha eliminado da corrida presidencial os candidatos, Moïse Katumbi, Adolphe Muzito e o veterano, Jean-Pierre Bemba, que declarou à RFI, que o país está "a corrrer para um caos, para um Estado de não direito".

Por seu lado, o ministro do Ordenamento do Território da RDC, Félix Kabangue Numbi, rejeitou, igualmente, em entrevista à RFI, em francês, as acusações da oposição, nomeadamente, do ex-chefe de guerra, Jean-Pierre Bemba. 

"Tenho a impressão que quando as decisões duma determinada jurisdição, são a favor duma pessoa, estamos num Estado de direito. Quando não são a favor doutra pessoa já estamos num Estado de não direito", afirmou Félix Numbi.

"Eu penso que não há entorse nenhum. O Presidente da República deu o exemplo respeitando a Constituição. Penso que é pedido a todos os actores políticos a terem a mesma atitude", acrescentou o ministro do Território.

"Não estamos numa República das bananas, onde por razões de inclusão, as pessoas que não preencham as condições de elegibilidade têm de ser validadas porque temos que ser inclusivos."

Enfim, o ministro do Ordenamento do Território da RCD, Félix Numbi, sublinhou ainda na entrevista à RFI, que "gostaria de recordar que há uma outra vida para além da presidência."

 

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