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Etiópia/Eritreia

Etiópia e Eritreia assinam Acordo de Paz

Primeiro-ministro Abiy Ahmed entrega chaves da embaixada da Eritreia na Etiópia ao presidente Isayas Afewerki.
Primeiro-ministro Abiy Ahmed entrega chaves da embaixada da Eritreia na Etiópia ao presidente Isayas Afewerki. REUTERS/Tiksa Negeri

Etiópia e Eritreia assinaram este domingo na Arábia Saudita um acordo histórico de paz na presença do Rei Salman, do príncipe herdeiro Mohamed Ben Salman e do secretário-geral da ONU António Guterres.

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20 anos depois do conflito armado que opos os dois paises entre 1998 e 2000, que causou cerca de 80.000 mortos e 18 anos de guerra fria, foi assinado este domingo (16/09) na Arábia Saudita, um Acordo de Paz, destinado a consolidar a reconciliação e reforçar a estabilidade na região do Corno de África, mas o seu conteúdo não foi ainda divulgado.

A Arábia Saudita, mas também os Emiratos Árabes unidos, que dispoem de uma base militar em Assab na Eritreia e têm boas relações com a Etiópia, contribuiram para esta reaproximação histórica.

Mas o presidente reformador etíope Abiy Ahmed eleito em Abril foi o principal promotor do acordo de paz assinado ontem em Jeddah, com o primeiro-ministro eritreu Isaias Afwerki.

Este "compromisso de Jeddah" é o culminar de um processo desencadeado em Junho, com a declaração do presidente etíope de que queria a paz e a 9 de Julho em Asmara, capital da Eritreia, foi assinada uma declaraçao comum determinando o fim oficial da guerra entre e a retoma de relações bilaterais.

Seguiu-se a reabertura das respectivas embaixadas em Adis Abeba e Asmara, o restabelecimento de ligações aéreas, relações comerciais e linhas telefónicas entre os dois países, bem como a reabertura dos postos fronteiriços ocorrida na passada terça-feira.

A Eritreia antiga província da Etiópia tornou-se independente em 1993, apos 30 anos de luta armada contra o poder etíope e a guerra de dois anos entre os dois países, foi despoletada em 1998 pela indefinição dos limites fronteiriços, particularmente em torno da cidade de Badme contestada por ambos e pelo desejo da Etiópia de ter acesso ao mar.

Em 2000 no final da guerra o primeiro ministro eritreu Isaias Afwerki e o então presidente etíope Meles Zenawi assinaram um Acordo de Paz na Argélia, que nunca foi respeitado.

Em 2002 uma comissão da ONU determinou que Badme ficasse com a Eritreia, mas a Etiópia não reconheceu esta decisão e manteve as suas tropas na região, até ao anúncio em Junho pelo presidente etíope Abiy Ahmed de que ía respeitar o acordo de 2000 e a decisão da ONU de 2002.

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