Acesso ao principal conteúdo
Camarões

Camarões: Resultados dentro de duas semanas

Início da contagem dos votos na periferia de Yaoundé, capital dos Camarões. 7 de Outubro de 2018.
Início da contagem dos votos na periferia de Yaoundé, capital dos Camarões. 7 de Outubro de 2018. ALEXIS HUGUET / AFP

Nos Camarões, os resultados da eleição presidencial deste domingo devem ser apenas conhecidos dentro de duas semanas. O escrutínio foi marcado por uma elevada taxa de abstenção e por distúrbios nas regiões anglófonas do país.

Publicidade

A espera adivinha-se longa. A lei indica que o Conselho Constitucional tem 15 dias para anunciar os resultados, depois de ter recebido os votos de cada mesa.

O presidente cessante Paul Biya, de 85 anos e com 36 no poder, aparece como o favorito da corrida eleitoral para realizar um sétimo mandato. Vários candidatos da oposição pediram aos seus militantes para vigiar a contagem dos votos para evitar a fraude.

O candidato Cabral Libii, por exemplo, escreveu no Facebook que "o momento é grave e que é preciso defender a vitória". Maurice Kamto também disse que não aceita nenhum resultado ao sinal da mínima fraude.

O ministro da Administração Territorial, Paul Atanga-Nji, avisou que “qualquer contestação fora da legalidade não será tolerada”. O ministro do Trabalho, Grégoire Owona, alertou as pessoas "não se associarem a nenhuma acção de violência nem de insurreição".

Nas duas regiões anglófonas afectadas há um ano pelo conflito entre separatistas e exército, Buea et Bamenda, foram registados alguns incidentes e foram ouvidos tiros ao longo do dia. Três homens armados, alegados separatistas que dispararam sobre a população, foram abatidos pelas forças de ordem em Bamenda.

Nas regiões anglófonas do sudoeste e do noroeste, a taxa de participação foi de apenas 5%, de acordo com a ONG “International Crisis Group”. Nestas zonas, mais de 300.000 pessoas fugiram de casa no último ano.

No resto do país, nomeadamente em Yaoundé e Douala, as capitais política e económica, o voto aconteceu sem que tenham sido assinalados incidentes. Mas na região do extremo-norte, a mais povoada do país e atingida pelos ataques de jihadistas do Boko Haram, houve muito poucos representantes dos partidos da oposição para vigiar o desenrolar da eleição, de acordo com a AFP.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.