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Costa do Marfim

Defesa pede absolvição de Laurent Gbagbo

Laurent Gbagbo, antigo Presidente da Costa do Marfim. 28 de Janeiro de 2016, primeiro dia de julgamento no TPI.
Laurent Gbagbo, antigo Presidente da Costa do Marfim. 28 de Janeiro de 2016, primeiro dia de julgamento no TPI. Peter Dejong / POOL / AFP

O advogado de defesa do antigo Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, alegou, hoje, que ele deve ser libertado porque o julgamento se baseia uma “história distorcida” sobre a violência pós-eleitoral de 2010 e 2011. As audiências retomaram esta segunda-feira no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, e vão decorrer até 20 de Novembro.

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Esta segunda-feira, no Tribunal Penal Internacional, em Haia, o advogado de defesa do antigo Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, defendeu que o processo por crimes contra a Humanidade se baseia numa “realidade falsa” e numa “história distorcida”.

O advogado Emmanuel Altit defendeu que “o processo parece baseado em nada” e que “foram os rebeldes que atacaram e as forças de segurança responderam, não o contrário”.

Laurent Gbagbo é o primeiro antigo chefe de Estado a ser julgado no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade, nomeadamente assassínios, violações e perseguições durante a violência pós-eleitoral de 2010-2011.

Os mesmos crimes são atribuidos a Charles Blé Goudé, antigo chefe do movimento Jovens Patriotas, que teria comandado tropas que mataram e violaram centenas de pessoas.

Ambos alegam a sua inocência, mas a acusação considera que houve uma planificação sistemática do uso da violência contra os civis.

A violência na Costa do Marfim fez mais de 3.000 mortos em cinco meses, entre Dezembro de 2010 e Abril de 2011, após a recusa de Laurent Gbagbo em reconhecer a vitória eleitoral de Alassane Ouattara nas presidenciais.

Laurent Gbagbo está desde 2011 no centro de detenção do Tribunal Penal Internacional, onde está a ser julgado desde 2016.

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