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República Democrática do Congo

Oposição com único candidato nas presidenciais congolesas

Martin Fayulu foi designado neste 11 de Novembro candidato único da oposição às presidenciais congolesas.
Martin Fayulu foi designado neste 11 de Novembro candidato único da oposição às presidenciais congolesas. Fabrice COFFRINI / AFP

Reunidos desde Sexta-feira na Suíça, os líderes da oposição do Congo Democrático anunciaram ontem ter escolhido um candidato único, o deputado Martin Fayulu, para enfrentar nas presidenciais de 23 de Dezembro Emmanuel Ramazani Shadary, o delfim do Presidente cessante, Joseph Kabila, que constitucionalmente jà não pode brigar mais nenhum mandato.

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Trata-se de algo inédito na história do país. Pela primeira vez, a oposição vai fazer frente comum. Ao fim de três dias de conversações sob a égide da Fundação Kofi Annan em Genebra, os 7 principais responsáveis da oposição congolesa designaram o empresário e deputado Martin Fayulu, um ilustre desconhecido a nível internacional face, por exemplo, a Félix Tshisekedi, líder da UDPS, União para a Democracia e o Progresso Social, que era tido como um dos favoritos.

Martin Fayulu, 62 anos, presidente do partido Ecidé -Empenho pela Cidadania e Desenvolvimento, foi por conseguinte o vencedor desta designação com duas voltas, entre as 4 figuras da oposição cuja candidatura não tinha sido invalidada pela Comissão Nacional Eleitoral.

Antigo encarregado de auditorias e em seguida director geral em vários países africanos da Mobil Oil Corporation entre 1984 e 2003, este responsável político que se assume como "social-liberal", fez-se conhecer durante os trabalhos da conferência nacional soberana entre 1991 e 1992, durante as quais se colocou um ponto final ao regime de partido único do ex-ditador Mobutu. Mas a sua entrada efectiva na vida política acontece em 2006, quando foi eleito deputado nacional e provincial em Kinshasa.

Conhecido por posicionamentos veementes e uma oposição feroz ao regime, será múltiplas vezes detido à margem de manifestações em Kinshasa e guarda também a marca de uma bala de borracha na cabeça. Mais recentemente, tem-se oposto firmemente à utilização das "máquinas para votar", engenhos que na óptica da oposição poderiam facilitar as fraudes nas presidenciais de Dezembro. Sobretudo, Martin Fayulu deixou a Assembleia Nacional 2017 por considerar que terminado o mandato dos parlamentares, bem como do Presidente da República em finais de 2016, não poderia continuar a ser deputado do que passou a qualificar de "Parlamento ilegítimo".

Refira-se ainda que em Agosto, após meses de especulações, a presidência tinha anunciado que Joseph Kabila não iria ser candidato à sua própria sucessão, devido à limitação de mandatos imposta pela Constituição congolesa. Nesta eleição já por duas vezes adiada desde 2016, devem ser chamados às urnas uns 43 milhões de eleitores.

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