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República Democrática do Congo

Incêndio num armazém da comissão eleitoral de Kinshasa

Apesar da destruição de 80% do material eleitoral da capital, a CENI refere que isso não altera o calendário eleitoral.
Apesar da destruição de 80% do material eleitoral da capital, a CENI refere que isso não altera o calendário eleitoral. ©RFI

Um incêndio na noite de ontem para hoje num armazém de Kinshasa onde se encontrava material eleitoral para a capital em previsão das presidenciais de 23 de Dezembro destruiu cerca de 80% desse material, segundo a Comissão Eleitoral Nacional Independente, CENI.

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Fazendo um primeiro balanço deste incêndio, Corneille Nangaa, presidente da CENI, referiu que o fogo reduziu a cinzas o material de 19 das 24 freguesias de Kinshasa, ou seja, umas 8.000 das 10.368 máquinas previstas para a área de Kinshasa. Apesar disso, o responsável da CENI também indicou que as presidenciais continuam a ter lugar dentro de 10 dias, referindo que "disposições úteis foram tomadas no intuito de garantir sem falhas a continuidade do processo eleitoral".

Isto todavia está longe de ser o suficiente para tranquilizar os ânimos muito tensos em torno destas presidenciais, este incêndio tendo sido o rastilho para o campo do candidato apoiado pelo presidente Kabila, acusar um dos candidatos da oposição, Martin Fayulu, de estar por detrás da destruição do material eleitoral com vista a impedir a organização das eleições, isto porque esse candidato se tem insurgido continuamente contra a utilização das chamadas "máquinas para votar", ecrãs tácteis para registar os votos, que a seu ver poderiam facilitar fraudes.

Esta campanha, marcada pela desconfiança, também tem o selo da violência. De acordo com várias fontes, nestas terça e quarta-feira, foram mortas a tiro várias pessoas que iam presenciar os comícios de Martin Fayulu no Katanga, no sudeste do país, estas informações não sendo todavia confirmadas pelo governo. Entretanto, hoje, um jovem de 17 anos foi também mortalmente alvejado, desta vez em Mbuji-Mayi, no centro do país. Ele foi atingido por um agente policial quando estava a acompanhar a campanha de outro candidato da oposição, Felix Tshisekedi.

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