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Congo/República Democrática do Congo

Mini-cimeira na região dos Grandes Lagos

João Lourenço, Presidente de Angola, deslocou-se a Brazzaville.
João Lourenço, Presidente de Angola, deslocou-se a Brazzaville. Lusa

O presidente angolano está em Brazzaville. João Lourenço participa na mini-conferência sobre a situação política e de segurança na região dos Grandes Lagos, que começa hoje no Congo. O adiamento das eleições de domingo em dois círculos eleitorais na República Democrática do Congo (RDC) será o ponto forte da agenda.

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As eleições (presidenciais, legislativas e locais) de domingo na RDC foram adiadas mais uma vez para março em Beni e em Yumbi, depois de o acto eleitoral congolês ter sido já adiado três vezes.

O anúncio foi feito pela Comissão Eleitoral Nacional Independente, que avança dificuldades técnicas e logísticas para justificar o adiamento. Alguns opositores referem a alegada falta de vontade política do regime de Kabila. 

A crise política e de segurança na RDC preocupa o Presidente de Angola, um país que partilha 2500 quilómetros de fronteira com a República Democrática do Congo.

João Lourenço é dos poucos dirigentes africanos presentes nesta mini-cimeira que conta, ao todo, com a presença de cinco chefes de Estado: Angola, África do Sul, Namíbia, Botswana e Zâmbia.

Por exemplo, o Ruanda e o Uganda, também vizinhos da RDC, preferiram fazer-se representar pelos seus ministros dos negócios estrangeiros.

O grande ausente pode mesmo ser o próprio presidente da RDC, Joseph Kabila, que até agora não confirmou a sua presença na conferência.

O seu conselheiro diplomático diz que o seu país não foi formalmente convidado, tendo o convite chegado hoje depois do almoço.

De referir que as eleições na RDC estão a gerar um clima de desconfiança e inquietação na região, após uma campanha eleitoral violenta, que, segundo fontes diplomáticas, pode degenerar numa crise política grave. 

Por essa razão, um dos anfitriões do encontro de Brazzaville, o ministro dos negócios estrangeiros, Jean Claude Gassoko, diz querer estender uma mão fraterna ao seu grande vizinho, no respeito pela sua soberania.

Augusto Báfua Báfua, especialista angolano no Think tank, SANLID, que trabalha com as Áfricas central e austral, explica a ausência do presidente Joseph Kabila, a presença do presidente angolano, Joao Lourenço e o adiamento dos escrutinios provavelmente para 2019.

 

 

 

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