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REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

RDC: Conferência episcopal admite irregularidades

Membros da Comissão eleitoral nacional independente (Ceni) no apuramento dos boletins de voto após as eleições em Kinshasa a 30 de Dezembro de 2018.
Membros da Comissão eleitoral nacional independente (Ceni) no apuramento dos boletins de voto após as eleições em Kinshasa a 30 de Dezembro de 2018. REUTERS/Baz Ratner

A Comissão de eleições da República democrática do Congo, a três dias da data de proclamação dos resultados provisórios, alega ter compilado apenas 20% dos resultados. Enquanto isso a Conferência episcopal admite terem existido irregularidades na votação, sem manchar, porém, a legitimidade do processo.

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A Comissão de eleições da República democrática do Congo admite ter-se deparado com dificuldades no processo de apuramento, sem descartar um adiamento dos resultados provisórios, quando estes eram aguardados para 6 de Janeiro.

A missão da União Africana também insistira na proclamação até esse dia dos primeiros resultados.

Por seu lado a Conferência episcopal, a principal missão de observação eleitoral, com 40 000 observadores mobilizados em todo o país, acaba de admitir terem existido irregularidades na votação, sem manchar, porém, a credibilidade do processo eleitoral.

Numa altura em que a Internet continua cortada, como aliás a difusão do sinal desta estação emissora na RDC, República democrática do Congo.

A RFI que perdeu também a acreditação da sua correspondente, Florence Morice, por supostamente ter anunciado resultados eleitorais, facto contestado pela direcção desta rádio.

O abade Donatien Nsholé, secretário-geral da Conferência episcopal, comentou este contexto à rfi.

"Apesar de certas irregularidades consideramos que o povo congolês conseguiu exprimir-se e o mais importante é o respeito desta verdade saída das urnas.

À parte isso é a desolação: lamentamos e estamos indignados de ver a internet cortada.

Como estamos também indignados que o sinal da rfi tenha sido cortado.

É um golpe desferido contra a liberdade de expressão que deveria ser cara a um Estado que se diz democrático."

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