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RDC

Tshisekedi investido hoje como Presidente da RDC

Felix Tshisekedi, tomou posse como Presidente da RDC,  sucedendo a Joseph Kabila
Felix Tshisekedi, tomou posse como Presidente da RDC, sucedendo a Joseph Kabila Reuters TV via REUTERS THE DEMOCRATIC REPUBLIC OF THE CONGO OUT.

O novo Presidente da República democrática do Congo, Félix Tshisekedi, foi oficialmente investido esta quinta feira na capital Kinshasa. Tshisekedi, é o quinto Presidente da RDC, da primeira alternância pacífica, mas contestada, pelo seu adversário, Fayulu, pela igreja e por uma parte da União africana, que denunciaram fraudes eleitorais.

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Félix Tshisekedi, 55 anos, foi investido hoje em Kinshasa, como novo Presidente da RDC. O filho Félix, teve êxito, lá onde o pai Etienne Tshisekedi falhou, militante de todas as causas, morto há 2 anos.

Félix Tshisekedi, tornou-se no 5° presidente da República democrática do Congo, nesta primeira alternância pacífica mas contestada pelo seu adversário nas eleições presidenciais, de dezembro.

Os seus apoiantes chamam-no  "Fatshi", mas é apenas uma contração do seu nome e apelido, Félix Antoine Tshilombo Tshisekedi.

Filho de um pai carismático, "é como se ainda tivesse que percorrer um longo caminho", comenta um jornalista.

Mas para já teve sucesso lá onde o pai, Etienne, opositor histórico, falhou, pois não conseguiu realizar o seu sonho de ser Presidente. Diz-se ainda, que Félix Tshisekedi é muito mais diplomata, mais conciliador e cortês do que o pai, que tinha fama de ser um teimoso.

Félix Tshisekedi, jovial e determinado consegue ser Presidente

Com um ar jovial, o novo presidente da RDC, Félix Tshisekedi, é destemido e determinado, segundo círculos próximos.

Félix Tshisekedi, que passou uma grande parte da sua carreira política em Bruxelas, chegou a ser secretário nacional do seu partido, UDPS, para assuntos exteriores.

Mas com o pai doente, a sua mãe Marthe e quadros do partido, puseram "Fatshi" à frente da UDPS, verdadeira máquina eleitoral.

Sobretudo, porque, na altura, em 2015, o partido da oposição histórica, iniciava discretas discussões com Joseph Kabila, que tudo fez para prolongar o seu segundo e último mandato, segundo o estipulado na Constituição.

Mas Félix Tshisekedi, manteve-se firme nas suas posições nos diálogos de fins de 2016. O então presidente Joseph Kabila, conseguiu, por duas vezes, recuperar 2 quadros da UDPS, mas jamais, Tshisekedi.

Félix Tshisekedi, acaba por bater com a porta quando não foi escolhido pelo partido como candidato único da oposição às presidenciais.

Quando os seus rivais colocam condições para se candidatarem, Tshisekedi, decide concorrer a todo o custe às eleições presidenciais.

Vai e ganha estas presidenciais de dezembro e é proclamado vencedor no dia 18 de janeiro pelo Tribunal constitucional, num clima de denúncias de fraude eleitoral, pelo seu adversário, Martin Fayulu, pela igreja e uma parte da União africana, que acabaram por aceitar o status quo, em nome da estabilidade da região.

Durante as cerimónias de investidura, Félix Tshisekedi, jurou cumprir a constituição e as leis do país e apelou ao respeito do direito das pessoas.

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