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Etiápia / Quénia / Avião

Investigação procura causa da queda do Boeing 737

Destroços do Boeing da Ethiopian Airlines encontram-se espalhados num descampado situado perto de Bishoftu, a sudoeste de Adis-Abeba, a 10 de Março de 2019.
Destroços do Boeing da Ethiopian Airlines encontram-se espalhados num descampado situado perto de Bishoftu, a sudoeste de Adis-Abeba, a 10 de Março de 2019. REUTERS/Tiksa Negeri

Os investigadores da Agência Etíope de Aviação Civil, ajudados por especialistas de várias nacionalidades, trabalham desde Domingo no local da queda do Boeing 737 MAX 8 da companhia Ethiopian Airlines, para juntar o máximo de descombros e objectos que possam ser apresentados como provas, e tentar esclarecer as causas desta tragédia.

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O Boeing 737-800 MAX descolou no Domingo, às 8 h 38 locais, de Adis Abeba, e desapareceu dos radares seis minutos depois. O aparelho, que a companhia tinha recebido em 2018, era novo, e tinha sido inspecionado a 4 de Fevereiro. O piloto, Yared Getachew, era bastante experiente, pois tinha já efectuado 8.000 horas de voo.

A companhia aérea Ethiopian Airlines anunciou que interrompeu o uso de todos os seus Boeing 737-8 MAX até nova ordem, e o governo da China pediu às companhias aéreas do país que suspendam os voos com este aparelho, até que as autoridades americanas e a Boeing confirmarem "as medidas adoptadas para garantir efectivamente a segurança dos voos", anunciou a Administração de Aviação Civil do país.

Recorde-se que a 29 de Outubro de 2018, um Boeing 737 800 MAX, da companhia indonésia Lion Air, caiu no mar de Java, provocando 189 mortes. Uma das "caixas-negras" revelou problemas no indicador de velocidade, um duro golpe para o avião, uma versão modernizada do 737.

Paulo Alexandre Soares, docente em operações de transporte aéreo, declarou à RFI que "algo de muito grave se passa com este tipo de aparelho", visto que tanto a Etiópia, como a China, imobilizaram toda frota de Boeings 737 MAX 8.

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