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África

Ofensiva 'surpresa' de Haftar para conquistar Tripoli

Carros confiscados ao general Haftar e aos seus soldados em Zawiyah, 5 de Abril l 2019.
Carros confiscados ao general Haftar e aos seus soldados em Zawiyah, 5 de Abril l 2019. REUTERS/Hani Amara

Na Líbia, o general Haftar lançou uma ofensiva surpresa na capital. A operação é conhecida como "Libertar Tripoli". Nas últimas horas, os homens deste homem forte do leste do país foram obrigados a recuar de 30 quilómetros da capital. Esta pode ser uma batalha que pode mergulhar o país num novo conflito. O Conselho de segurança da ONU viu-se obrigado a convocar uma reunião de urgência.

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A faltarem 10 dias do início de mais uma conferência internacional para tentar reunificar a Líbia, uma nova ofensiva do general Khalifa Haftar pode destruir todo os esforços de pacificação dos últimos meses.

O líder da principal força armada líbia, Haftar, o “senhor da guerra”, lançou esta quinta-feira uma operação para conquistar a capital Trípoli, onde se encontra a sede de um governo frágil da união nacional chefiado pelo primeiro-ministro Fayez al Sarraj.

“Aqui estamos nós, Tripoli. Heróis, está na hora, chegou o momento. O nosso encontro é com a conquista”, ouve-se numa mensagem em áudio do general Haftar, que comanda o Exército Nacional Líbio, baseado em Tobruk, no leste do país.

Na mesma gravação, o general pede às milícias fiéis a Sarraj que deixem as armas. “Quem ficar em casa estará seguro. Quem hastear a bandeira branca estará em segurança”, acrescenta. Haftar conquistou recentemente o sul do país. As suas tropas entraram sem enfrentar resistência em Gariam, a 80 quilómetros do centro de Trípoli.

As forças pró-governo líbias afastaram os combatentes do general Khalifa Haftar, comprometidos numa ofensiva para tomar a capital Tripoli.

Esta pode ser uma batalha que pode mergulhar o país num novo conflito.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se esta sexta-feira de urgência, a pedido do Reino Unido, para discutir a situação neste Estado petrolífero da África do Norte.

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, encontrou-se ontem com o primeiro-ministro líbio Fayez al-Sarraj em Trípoli e deve reunir esta sexta-feira com o rival, o general Haftar, no leste do país.

A Líbia enfrenta um cenário de caos desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011, com duas autoridades que querem chegar ao poder.

A região oeste está sob controlo do Governo de União Nacional, com sede em Tripoli e dirigido por Fayez al Saraj. Foi instaurado em 2015 depois de um acordo com a ONU e é reconhecido pela comunidade internacional.

“Estou altamente chocado e movido pelo sofrimento e desespero que tenho visto nos centros de detenção de Tripoli, onde os migrantes e refugiados estão detidos por tempo indeterminado sem qualquer esperança de recuperarem as suas vidas”, escreveu o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em reacção ao sofrimento dos migrantes na Líbia, no norte de África.

O Kremlin apela a uma solução "pacífica e política" para o conflito.

"Nós acreditamos que o mais importante é que não se tome nenhuma acção que possa conduzir a um novo banho de sangue. Acreditamos que é indispensável continuar todos os esforços possíveis para uma resolução total da situação através de meios políticos e pacíficos", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Dmitri Peskov indicou também que Moscovo não participa de nenhuma forma no apoio militar ao marechal Khalifa Haftar, homem forte do leste da Líbia, que foi recebido na Rússia em 2017 pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

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