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Argélia

Protestos continuam mesmo sem Bouteflika no poder

Manifestação em Argel. 05 de Abril de 2019
Manifestação em Argel. 05 de Abril de 2019 RYAD KRAMDI / AFP

Na primeira sexta-feira de protestos desde a demissão do Presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, milhares de pessoas voltaram a manifestar-se para pedir o afastamento dos “homens do presidente”.

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Pela sétima sexta-feira consecutiva, desde 22 de Fevereiro, milhares de argelinos voltaram a protestar para reclamar o fim total do regime Bouteflika. Apesar de o presidente ter apresentado a sua renúncia esta terça-feira, ao fim de 20 anos no poder, para os manifestantes não basta e nas ruas pede-se também o afastamento dos chamados “3B”: Bensalah, Belaiz e Bedoui, os 3 homens-chave do regime de Bouteflika e a quem a Constituição atribui o processo de transição.

Abdelkader Bensalah é presidente há 16 anos da Câmara Alta do Parlamento e deve substituir o chefe de Estado durante três meses. Tayeb Belaiz, que foi ministro durante 16 anos, é o presidente do Conselho Constitucional, o qual deve controlar a legalidade das próximas presidenciais. Noureddine Bedoui, actual primeiro-ministro e ministro do Interior até 11 de Março, é para os manifestantes o "cérebro da fraude eleitoral e o inimigo das liberdades", de acordo com o jornal El Watan.

Como a Constituição é vista como símbolo do "sistema Bouteflika", os manifestantes também exigem instituições de transição e eleições livres.

A desconfiança reina. Até o Chefe de Estado-Maior do Exército, Ahmed Gaïd Salah - o actual homem forte do país por ter vencido o braço-de-ferro contra o círculo de Bouteflika e por ter conseguido que o presidente renunciasse ao poder - é associado ao “sistema Bouteflika” por tê-lo servido desde 2004.

Muitos manifestantes querem, por isso, conhecer agora as intenções do exército.

  

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