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Sudão

Opositores sudaneses organizam "Marcha de um milhão"

Chegada a Cartum de um comboio com participantes da «Marcha de um Milhão» este 25 de Abril de 2019.
Chegada a Cartum de um comboio com participantes da «Marcha de um Milhão» este 25 de Abril de 2019. REUTERS/Mohamed Nureldin Abdallah

Uma multidão vinda de vários pontos do pais convergiu para Cartum, a capital, respondendo ao apelo da oposição para participar na chamada "Marcha de um milhão" no intuito de manter a pressão sobre os militares que há duas semanas tomaram o poder das mãos do Presidente Omar el-Bechir. Apesar de garantir que vai restituir o poder aos civis, a entidade doravante à frente do país, o Conselho Militar de Transição, ainda não cumpriu a sua promessa.

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Perante o aumento da contestação, antes de anunciar a demissão de três dos seus membros, o Conselho Militar indicou ontem à noite ter alcançado um acordo "sobre a maioria das exigências apresentadas" com a ALC, Aliança para a Liberdade e a Mudança que congrega boa parte dos movimentos de protesto. A Associação dos Profissionais Sudaneses que faz parte dessa aliança e tem estado na vanguarda da contestação, considerou que se trata de uma etapa para o "reforço da confiança".

Apesar destes sinais, a Associação dos Profissionais Sudaneses não abrandou a pressão e hoje apelou a esta concentração, reiterando a sua determinação em obter por parte do Conselho Militar a restituição do poder aos civis o mais rapidamente possível, conforme declarou à RFI, Omar el-Degeir, alto responsável da oposição sudanesa.

"Vamos intensificar o nosso movimento na rua, as concentrações vão manter-se. Aliás vamos reforçá-las e mandar vir mais manifestantes a Cartum, junto do quartel geral do exército até obter o que reclamamos ao conselho militar de transição, ou seja a transferência do poder para uma autoridade civil", declarou este membro da oposição.

Duas semanas depois de o exército ter deposto o Presidente Omar el-Bechir, ao cabo de mais de 3 meses de mobilização da rua, as forças vivas da sociedade sudanesa não querem deixar escapar o que consideram como uma oportunidade de mudar o figurino político do seu país.

Os manifestantes contrariam, deste modo, as preconizações esta Terça-feira dos líderes africanos que em cimeira extraordinária da União Africana na cidade do Cairo concederam um prazo de 3 meses aos militares depois de, num primeiro tempo, ter ameaçado o país de suspensão se os actuais donos do poder não entregassem o controlo político do país à sociedade civil no espaço de duas semanas.

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