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Semana em África

Bloqueio político e arroz do povo em foco na Guiné-Bissau

Áudio 11:58
Continua o folhetim do arroz doado pela China à Guiné-Bissau
Continua o folhetim do arroz doado pela China à Guiné-Bissau ISSOUF SANOGO / AFP

O nosso programa "Semana em África" deste sábado 18 de Maio tem como principais destaques os imbróglios em torno do arroz doado à Guiné-Bissau pela China e do impasse na Assembleia Nacional Popular guineense.A polémica com o arroz que a China ofereceu à Guiné-Bissau prossegue. O primeiro-ministro guineense Aristides Gomes pediu ao presidente do país, José Mário Vaz, a saída do Governo de dois ministros com quem disse já não existir confiança. Em conferência de imprensa o porta voz do PRS, Victor Pereira, esclareceu que o seu partido jamais irá aceitar a exoneração dos dois ministros com os quais o primeiro-ministro se incompatibilizou. O PRS entende que o primeiro-ministro Aristides Gomes quer é afrontar o partido. Ao invés de pedir ao Presidente a exoneração do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, e do ministro do Interior, Edmundo Mendes, o PRS entende que o primeiro-ministro Aristides Gomes devia era deixar a chefia do Governo ele mesmo. O PRS lembra ao primeiro-ministro que não tem competência para propor a saída ou entrada de nenhum membro do seu governo.Ainda na Guiné-Bissau, Nelson Moreira, um dos 27 deputados do Madem, disse em conferência de imprensa que o partido liderado por Braima Camará não aceita o veredicto ditado pelo acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que negou provimento ao pedido de impugnação da eleição dos membros da mesa do novo parlamento guineense. Som recolhido pelo nosso correspondente Mussá Baldé.Os atletas guineenses estão atentos à situação política no país que continua num impasse. Dois meses depois das legislativas, o Presidente guineense, José Mário Vaz, continua sem indigitar um primeiro-ministro, o que permitirá a formação de um novo Governo. Wilson Davyes, andebolista guineense a atuar em França, no Dunkerque, pede bom senso e admite que não entende que o impasse continue após as eleições.Passamos ao resto da actualidade na África Lusófona,Em Moçambique, a porta-voz do governo indicou que são avaliadas em mais de 3 mil milhões de dólares as necessidades para a reconstrução das áreas afectadas pela recente passagem dos ciclones Idai e Kenneth, valores que o Estado não tem nos seus cofres. Mais pormenores com Orfeu Lisboa."Podemos" é a nova formação política em Moçambique. O partido foi criado por membros da AJUDEM, associação juvenil ligada à Frelimo, partido no poder, que sentiram necessidade de criar uma alternativa política no país. Em entrevista à RFI, Albino Forquilha, presidente do Podemos, fala dos objectivos partido que vai concorrer às eleições gerais marcadas para o próximo mês de Outubro.Em Angola, o Ministro angolano das Relações Exteriores deslocou-se a Paris para consultas políticas entre França e Angola. Manuel Augusto foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo seu homólogo Jean-Yves Le Drian. O responsável pela diplomacia angolana também formalizou o pedido de adesão à francofonia e aproveitou para fazer um balanço sobre a parceria económica estabelecida há um ano entre os dois países.Em Angola foi apresentado um estudo sobre o custo do desenvolvimento das infra-estruturas em Angola. O estudo que começou a ser feito em 2010 concluiu que a corrupção na atribuição de obras públicas foi muito elevada, como explicou à RFI, o economista Alves da Rocha, um dos autores do estudo.A venda de pau de cabinda passou a ser proibida em todos os países da União Europeia. A decisão foi tomada perante "uma incerteza científica" sobre a segurança do uso da planta. O urologista português Nuno Monteiro Pereira ficou um pouco "estupefacto" com a decisão, mas explica quais sao os riscos de se ingerir demasiado pau de cabinda.E chegamos ao fim desta Semana em África. Voltamos no próximo sábado.

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