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República Democrática do Congo

RDC já tem novo Primeiro-ministro

O Presidente Félix Tshisekedi (à direita) e o novo Primeiro-ministro Sylvestre Ilunga Ilunkamba.
O Presidente Félix Tshisekedi (à direita) e o novo Primeiro-ministro Sylvestre Ilunga Ilunkamba. Presidência da República Democrática do Congo

Quatro meses depois da investidura do Presidente Tshisekedi, cuja legitimidade tem sido colocada em questão pela oposição, o país dotou-se de um Primeiro-ministro, Felix Tshisekedi tendo chegado a um acordo com a plataforma do seu antecessor que é maioritária no parlamento. A figura de Sylvestre Ilunga Ilunkamba, que já ocupou postos ministeriais no passado conseguiu fazer consenso.

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"Considero a minha nomeação como uma grande responsabilidade neste momento crucial da história do nosso país e comprometo-me a mobilizar todos os recursos necessários para fazer funcionar a coligação ao nível do governo e para contribuir para uma melhoria do nível de vida dos congoleses, na transparência e na boa governação", foi o que declarou em directo da rádio nacional congolesa o novo Primeiro-ministro logo após o anúncio da sua nomeação.

Nomeado em virtude de um acordo político entre o Presidente Tshisekedi e o seu antecessor, ao cabo de laboriosas negociações, o doravante antigo Director-Geral da Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro (SNCC) tem um percurso político que começou há largos anos, logo na década de 60.

Originário do Katanga, no sul do país, aos 78 anos, este doutor em ciências económicas que já foi 4 vezes Vice Primeiro-ministro e duas vezes Ministro do Plano e Finanças acede agora à chefia do governo, num contexto de coligação entre um Presidente em funções que diz pretender operar uma ruptura e um antigo Presidente, Joseph Kabila, que conserva algumas alavancas do poder, no Parlamento.

A chegada de Sylvestre Ilunga Ilunkamba ao posto de primeiro-ministro coincide com o regresso hoje à RDC, após 3 anos de exílio, de Moise Katumbi, opositor que foi impedido no ano passado de concorrer às presidenciais. Ele tinha acabado por apoiar Martin Fayulu que continua a rejeitar os resultados das presidenciais. Esta Segunda-feira também, encontra-se em Kinshasa o chefe da diplomacia francesa, Jean Yves le Drian, que anunciou 300 milhões de euros de ajuda ao país nas áreas da saúde, energia e educação durante os cinco anos do mandato de Tshisekedi.

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