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África

Ataque a hotel na Somália faz 26 mortos e 56 feridos

O grupo Al-Shabab atacou um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália.
O grupo Al-Shabab atacou um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália. Google Maps

Pelo menos 26 pessoas perderam a vida e 56 ficaram feridas num ataque do grupo Al-Shabab a um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália.

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26 pessoas perderam a vida e 56 ficaram feridas num ataque do grupo Al-Shabab a um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália, segundo o último balanço, anunciou este sábado o presidente da região semi-autónoma de Jubaland.

"Vinte e seis pessoas foram mortas no ataque e 56 ficaram feridas. Entre os mortos, estão estrangeiros: três quenianos, um canadiano, um britânico, dois norte-americanos e três tanzanianos. Há ainda dois cidadãos chineses feridos”, declarou o presidente Ahmed Madobe, durante uma conferência de imprensa.

O ataque começou no final da tarde de sexta-feira, 12 de Julho, quando um carro armadilhado explodiu na entrada do Medina, um hotel movimentado no centro de Kismayo, segundo fontes de segurança.

Os atiradores entraram no edifício, onde estiveram em confronto com as forças de segurança presentes. O cerco das forças de segurança ao hotel terminou hoje pela manhã.

As forças de segurança agora têm controlo, o último terrorista foi morto”, disse à agência de notícias AFP Abdiweli Mohamed, autoridade de segurança local. Segundo testemunhas, o hotel foi em grande parte destruído pela explosão e por outras munições.

O Al-Shabab, que se opõe ao Governo federal da Somália, pretende a imposição da lei islâmica ‘sharia’, tendo feito vários ataques no país e na região, incluindo no Quénia.

Em 14 de Outubro de 2017, o grupo explodiu um camião na capital somali e provocou a morte a mais de 500 pessoas. O grupo extremista reclamou ainda ter planeado um ataque a um complexo de luxo na capital do Quénia, Nairobi, que matou 21 pessoas em Janeiro de 2019.

A Somália é afectada por um estado de caos e conflito desde 1991, quando o regime de Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo capaz e às mãos de milícias islâmicas extremistas e outros grupos armados.

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