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Sudão

Sudão inaugura Conselho Soberano

O Sudão inaugurou este domingo o Conselho Soberano, o primeiro órgão de transição que abre caminho para a transferência do poder para os civis.
O Sudão inaugurou este domingo o Conselho Soberano, o primeiro órgão de transição que abre caminho para a transferência do poder para os civis. Ebrahim HAMID / AFP

O Sudão inaugurou este domingo o Conselho Soberano, o primeiro órgão de transição que abre caminho para a transferência do poder para os civis. A nova instância deve confirmar, terça-feira, o nome do primeiro-ministro, Abdallah Hamdock, o antigo economista da ONU.

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Dentro de dois dias, Abdallah Hamdock deve assumir as novas funções. O antigo vice-secretário da Comissão económica das Nações Unidas para África foi escolhido pelo Movimento de Contestação para o cargo de futuro primeiro-ministro. O seu nome deve ser confirmado, após aprovação oficial do Conselho Soberano.

Abdallah Hamdock, economista de formação, deverá liderar o novo governo composto essencialmente por civis, porém dois postos-chave: Interior e Defesa, serão reservados aos militares.

As novas instituições devem reunir-se no dia um de Setembro para o primeiro conselho de ministros.

Composição do Conselho Soberano

Este domingo devem ser nomeados os membros do Conselho Soberano. O primeiro órgão de transição será composto por seis civis e cinco militares, e vai funcionar em presidência rotativa. Os primeiros 21 meses de transição serão confiados aos militares, os restantes 18 ficarão nas mãos dos civis.

Um membro das Forças da Liberdade e da Mudança, Yaafar Hasan, afirmou que os cinco representantes do Conselho Soberano são Sediq Tawer, Hasan Sheikh Idris, Mohamed al Feki Suleiman, Aisha Musa e Taha Ozman.

Foram ainda apresentados os nomes de três candidatos cristãos, dos quais um será eleito para ocupar a décima primeira posição do Conselho Soberano, onde representará essa minoria religiosa.

A Junta Militar apresentou, no sábado, quatro dos seus candidatos: o vice-presidente do Conselho Militar de Transição, o general Mohamed Hamdan Dagalo; o porta-voz de Shamsaldín Kabashi e o tenente-general Yaser al Ata, além do atual chefe do conselho, Abdelfatah al Burhan.

No papel este órgão é descrito como consultivo, mas é ele que vai supervisionar todo o processo até à realização de eleições.

Recorde-se que desde a sua independência, o Sudão viveu praticamente sob regimes militares. Em 63 anos de independência, os civis tiverem acesso ao poder por apenas três ocasiões, 11 vezes no total.

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