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Angola

Libertados os 10 activistas do movimento do protectorado Lunda Tchokwe

Região das Lundas Norte e Sul a vermelho no mapa de Angola
Região das Lundas Norte e Sul a vermelho no mapa de Angola DR

Em Angola, a juíza Marinela Augusto, do Tribunal da Lunda Sul, deu o dito por não dito, libertando no dia 21 de agosto os 10 activistas do Movimento do protectorado Lunda Tchokwe, corrigindo a sua sentença de 25 de julho em que os mantinha na cadeia. Foram postos em liberdade, mas a juiza continua a reclamar uma multa de 500 dólares a cada um dos 10 activistas.

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Desfecho do processo judicial para os 10 activistas do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, em Angola, com a juíza Marinela Augusto, do Tribunal da Lunda Sul, pronunciando a sentença dos 10 que estavam na cadeia há 9 meses.

Os 10 tinham sido detidos durante uma manifestação cívica ocorrida a 17 de novembro de 2018, acusados primeiro de crimes contra a Segurança do Estado, mas depois corridos e condenados por crimes de obstrução de estrada.

Na altura foram detidos 20 activistas do Movimento que foram soltos à medida que os seus advogados iam provando inexistência de crimes contra os constituintes, acabando por ficar na cadeia os 10 activistas agora soltos.

Mas a juíza Marinela Augusto, apesar de os ter libertado, continua a exigi-los o pagamento global de uma multa de 1.860.000 Kuanzas, o que representante, 5000 dólares ao todo, ou seja 500 dólares para cada um dos 10 activistas.

O Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, continua a denunciar um crime político contra os seus activistas e sublinha que a juíza Marinela Augusto, recebeu ordens superiores do Gabinete do Presidente João Lourenço, para os libertar.

Mesmo assim, um dos advogados dos 10 activistas, Guilherme Neves, afirma não ter provas do envolvimento do Presidente angolano neste caso, mostrando-se satisfeito com a pronúncia da sentença que pôs em liberdade os seus constituintes no dia 21 de agosto.

Entretanto, o Presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, denuncia a violação dos direitos humanos nas Lundas e afirma que o corpo de um jovem Miguel Luciano foi encontrado hoje morto no rio Cuango. Paralelamente, a polícia prendeu 2 outros jovens.

 

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