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África do Sul

Dez mortos em violência xenófoba na África do Sul

Bairro de Katlehong, em Joanesburgo. 5 de Setembro de 2019.
Bairro de Katlehong, em Joanesburgo. 5 de Setembro de 2019. Michele Spatari / AFP

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, indicou que pelo menos 10 pessoas morreram, entre as quais um estrangeiro, devido à violência xenófoba que atinge a África do Sul. A Tanzânia interrompeu as suas ligações de Dar es Salam para Joanesburgo e a Nigéria e a RDC foram palco de ataques contra marcas sul-africanas.

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Esta quinta-feira, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, indicou que pelo menos 10 pessoas morreram, entre as quais um estrangeiro, devido à violência xenófoba que atinge a África do Sul desde o fim de semana.

"Sabemos que pelo menos 10 pessoas morreram nessa violência, entre as quais um estrangeiro", afirmou o chefe de Estado, numa declaração à nação emitida pela televisão, durante a qual considerou que "não há desculpa para a xenofobia" nem uma "justificação para os saques e destruição".

Cyril Ramaphosa acrescentou que a violência "diminuiu bastante" e explicou que 423 pessoas foram detidas na área de Joanesburgo, epicentro dos conflitos.

“Nenhuma raiva ou frustração pode justificar tais actos de violência e criminalidade. Não há desculpa para os ataques a residências e empresas de estrangeiros, assim como não pode haver desculpa para a xenofobia ou qualquer outra forma de intolerância. Igualmente, não há justificações para saques e destruição de empresas pertencentes aos sul-africanos”, afirmou.

A violência também está a gerar preocupação fora de fronteiras.

O Governo nigeriano decidiu boicotar o Fórum Económico Mundial da África, que começou na quarta-feira na Cidade do Cabo, na África do Sul. Também na quarta-feira, a segurança em torno das marcas sul-africanas foi reforçada na Nigéria, depois de apelos de várias personalidades ao boicote e à violência em resposta aos ataques xenófobos na África do Sul. O Governo sul-africano também decidiu "encerrar temporariamente" as suas missões diplomáticas na Nigéria.

Na República Democrática do Congo, um consulado sul-africano e lojas também foram visadas esta quinta-feira e a polícia anunciou que ia proibir protestos contra as violências xenófobas na África do Sul.

A Tanzânia interrompeu os voos de Dar es Salaam para Joanesburgo.

Esta quinta-feira, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou à agência Lusa que existem pelo menos duas lojas de portugueses que foram alvo de roubo e pilhagem em Joanesburgo.

Na terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques contra estrangeiros e a destruição das suas propriedades.

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, também condenou, na terça-feir,a os ataques contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, pedindo proteção para potenciais vítimas e suas propriedades no país.

Oiça aqui a reportagem de Mariamo Hassamo.

 

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