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Tunísia

Tunisinos votam este domingo na 1.ª volta das eleições presidenciais

Um eleitor tunisino após ter votado na 1.ª volta da eleição presidencial desde domingo 15 de setembro na Tunísia
Um eleitor tunisino após ter votado na 1.ª volta da eleição presidencial desde domingo 15 de setembro na Tunísia FETHI BELAID / AFP

Cerca de 7 milhões de eleitores tunisinos votam este domingo na primeira volta das eleições presidenciais que contam com 26 candidatos para seleccionar os dois finalistas e substituir assim o presidente Béji Caïd Essebsi, morto em julho. Estas eleições apresentam-se como um teste à jovem democracia que atravessa uma grave crise económica e de valores.

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Os tunisinos votam desde esta manhã na primeira volta das eleições presidenciais tendo como pano de fundo expectativas sociais e económicas e uma rejeição da classe política que governa o país desde a chamada primavera árabe de 2011.

São cerca de 7 milhões de eleitores que vão seleccionar os 2 finalistas à segunda volta entre 26 candidatos, nomeadamente, o primeiro ministro, Youssef Chahed, ou ainda um magnata de comunicação social, Nabil Karoui, na prisão por corrupção, e o primeiro candidato do partido de inspiração islâmica radical, Ennahdha, Abdelfattah Mourou.

Na sexta-feira à última hora, dois candidatos de segundo plano retiraram-se da corrida presidencial e apelaram a votar no ministro da Defesa, Abdelkarim Zbidi, cuja candidatura foi promovida pelo Presidente, Béji Caïd Essebsi.

Uma Tunísia em crise vota para mudar o sistema

Outros candidatos como o universitário independente, Kaïs Saied, concorrem nesta primeira volta com uma mensagem anti-sistema. Uma maneira de desacreditar a elite política corroída por lutas pelo poder. 

"Estamos orgulhosos de poder participar nestas eleições para que amanhã tenhamos uma Tunísia entregue em boas mãos", declarou, após ter votado um eleitor tunisino, Chahed.

"Há muita tensão entre os diferentes campos o que acentua os riscos de um descarrilamento do processo eleitoral", afirma, por seu lado, Michael Ayari, analista no Centro de reflexão internacional, International Crisis Group.

Este escrutínio é um teste para a jovem democracia tunisina, pois "poderá ter necessidade de aceitar a vitória de um candidato radical", sublinhou a investigadora, Isabelle Werenfels.

O editorialista, Zied Krichen, mais moderado, afirma que "a Tunísia já teve experiências com o islamismo, os centristas e talvez avance para outras aventuras preocupantes, mas pensa que haverá sempre uma resistência no país. 

Enfim, esta primeira volta das eleições presidenciais, poderá ficara também marcada por uma abstenção consistente tendo em conta a desconfiança do eleitor tunisino nos homens políticos. 

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