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Tunísia

Vitória de Kaïs Saïed nas presidenciais de ontem na Tunísia

O professor de direito constitucional Kaïs Saïed venceu as eleições presidenciais de ontem na Tunísia com mais de 70% dos votos.
O professor de direito constitucional Kaïs Saïed venceu as eleições presidenciais de ontem na Tunísia com mais de 70% dos votos. REUTERS/Zoubeir Souissi

O jurista conservador Kaïs Saïed venceu as eleições presidenciais de ontem na Tunísia. De acordo com resultados oficiais, este candidato independente obteve um pouco mais de 72% dos votos, o seu adversário, o empresário Nabil Karoui, que já reconheceu a sua derrota, tendo obtido um pouco menos de 28% dos sufrágios.

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Com uma participação de pelo menos 57,8% de acordo com sondagens, a segunda volta das presidenciais suscitou mais mobilização por parte dos eleitores que, durante a primeira volta no passado 15 de Setembro, foram apenas 49% a deslocar-se às urnas.

Esta participação somada aos mais de 70% dos votos recolhidos por Kaïs Saïed, professor de direito constitucional na reforma, é interpretada pelos observadores políticos como um plebiscito a este recém chegado ao mundo da política, sem partido nem experiência do poder.

Eleito confortavelmente ao cabo de uma campanha confidencial, Kaïs Saïed, 61 anos, muçulmano, favorável à pena de morte e avesso a uma eventual igualdade de género no acesso à herança, as suas posições conservadoras valeram-lhe a acusação de ser integrista. Logo após a primeira volta, contudo, Saïed garantiu que não voltaria atrás em matéria de liberdade e de direitos das mulheres no caso de ser eleito.

Apóstolo de uma democracia mais participativa, o novo presidente eleito que deve tomar posse no 30 de Outubro, preconiza uma "revolução pela lei" e o exercício do poder por assembleias locais, o que implica uma modificação da Constituição com luz verde do parlamento. Esta tarefa anuncia-se, contudo, árdua uma vez que a nova assembleia em que os islamistas moderados Ennahda têm uma maioria relativa, é composta por vários partidos divergentes. Mais pormenores aqui.

Kaïs Saïed ascende ao poder alguns meses depois da morte em Julho do seu antecessor, Caïd Essebsi, num clima de forte expectativa da população que apesar de alguns ganhos em termos de Direitos Humanos após a Revolução de Jasmim em 2011, não constatou melhorias a nível económico, o país estagnando a cerca de 1,2% de crescimento este ano e a uma taxa desemprego na ordem dos 15%.

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