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Botsuana

Eleições renhidas no Botsuana

Eleitora numa mesa de voto de Gaborone, capital do Botsuana, durante as eleições gerais deste 23 de Outubro de 2019.
Eleitora numa mesa de voto de Gaborone, capital do Botsuana, durante as eleições gerais deste 23 de Outubro de 2019. Monirul Bhuiyan / AFP

Cerca de um milhão de eleitores foram hoje chamados às urnas em eleições gerais neste país rico em diamantes, que desde a independência em 1966 é governado pelo Partido Democrático do Botswana. Contudo, dissidências internas levaram à criação de uma aliança de esquerda designada Coligação pela Mudança Democrática.

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Estas eleições são desde já consideradas as mais renhidas da história deste país, devido à luta fratricida no seio do partido no poder, entre o antigo presidente, Ian Khama no poder entre 2008 e 2018, e o seu sucessor, o seu antigo vice-presidente, Mokgweetsi Masisi. Há 18 meses, Ian Khama cedeu o poder a Masisi, antes do fim do seu mandato, cumprindo o preceito definido na Constituição segundo o qual um presidente não deve permanecer no poder mais de 10 anos.

Depois de ceder as rédeas do país, naquilo que foi considerado na altura como uma transição exemplar, o antigo presidente acabou por acusar o seu sucessor de "deriva autoritária" e de ter voltado às costas à política que conduziu durante o seu mandato, designadamente ao voltar atrás sobre a proibição de caçar elefantes, uma das medidas que ele considerava um símbolo do seu envolvimento na defesa do meio ambiente.

Do lado de Masisi, também são numerosas as críticas. Em Janeiro, ao alegar que os serviços de inteligência do país "violam a vida privada dos cidadãos", demitiu o chefe desse sector, um próximo do antigo presidente. Para Masisi, o seu antecessor também alimentou "relações litigiosas" com os funcionários e os sindicatos.

O conflito entre os dois líderes levou o antigo presidente a bater com a porta do Partido Democrático do Botswana no passado mês de Maio. Desde então, Ian Khama tem apelado abertamente os eleitores a votar na oposição. Num contexto em que já em 2014, aquando das anteriores eleições, o partido no poder realizou os seus piores resultados, quem tem estado a tirar proveito da situação é a Coligação para uma Mudança Democrática, na oposição.

Esta manhã, depois de votar, o chefe desta formação e candidato às presidenciais, Duma Boko, que promete criar 100 mil empregos e multiplicar por três o salário mínimo, sentia-se confiante. Apesar de ser um dos países mais ricos de África, o Botsuana tem um problema de repartição desigual das riquezas e uma taxa de desemprego rondando os 18%.

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