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Eleições / EUA

Obama convida Hollande para visita à Casa Branca antes da reunião do G8

As propostas do presidente eleito François Hollande são muito mais próximas das ações do governo Obama do que as do candidato derrotado Nicolas Sarkozy.
As propostas do presidente eleito François Hollande são muito mais próximas das ações do governo Obama do que as do candidato derrotado Nicolas Sarkozy. Reuters

Neste domingo, Barack Obama telefonou a François Hollande para cumprimentar o novo presidente eleito francês e o convidou para uma visita à Casa Branca, em Washington, antes da reunião do G8 em Camp David, na segunda quinzena de maio. A vitória do candidato socialista na eleição presidencial francesa aconteceu 24 horas depois de o presidente americano Barack Obama lançar oficialmente a sua campanha para a reeleição no estado de Ohio, no último sábado.

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Carolina Bonadeo, correspondente da RFI em Nova York

Segundo analistas políticos americanos, a derrota do presidente Nicolas Sarkozy traz uma boa e uma má notícia para Obama.

Politicamente, François Hollande está muito mais próximo de Barack Obama do que Nicolas Sarkozy jamais esteve. Mesmo assim, a notícia de que Sarkozy foi derrubado do governo pelo socialista chega aos Estados Unidos carregando uma forte mensagem: presidente em busca de reeleição, principalmente em tempos de crise econômica, nem sempre é vitorioso.

A história americana tende a dizer o contrário. Apenas dez presidentes na história do país não conseguiram ser reeleitos imediatamente após seu primeiro mandato. Desde a Segunda Guerra Mundial, foram apenas três os que perderam a segunda eleição. O mais recente deles foi George Bush, o pai, que perdeu para Bill Clinton em 1992. A derrota de Sarkozy lembra a Obama e aos eleitores americanos que é possível não reeleger um presidente.

Por outro lado, em termos de plataforma política, a vitória de Hollande é uma boa notícia para Obama, afinal o seu governo é muito mais parecido com as propostas e promessas do socialista francês do que com os últimos anos da administração de Nicolas Sarkozy.

Enquanto os republicanos americanos tem como projeto principal o corte do déficit público, diminuindo as despesas do Estado radical e rapidamente, o governo de Barack Obama e as promessas para os próximos anos se baseiam no aumento dos impostos para os super-ricos (com a Lei Buffet) e na confirmação das proteções e cortes de impostos à classe média e baixa.

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