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Argentina/Ditadura

Ex-ditadores argentinos condenados por roubo de bebês

Rafael Videla e Reynaldo Bignoni ouvem a sentença na noite de quinta-feira,  de julho.
Rafael Videla e Reynaldo Bignoni ouvem a sentença na noite de quinta-feira, de julho. Reuters

Os ex-ditadores da Argentina Jorge Videla (1976-1981) e Reynaldo Bignone (1082-1983) foram condenados a penas de 50 anos e 15 anos, respectivamente, por sequestro, detenção e ocultação de menores de idade. Cerca de 500 bebês foram roubados de presas políticas desaparecidas durante a ditadura militar no país . 

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A sentença histórica prova que a Argentina assumiu a existência de um esquema sistemático e generalizado de roubo de bebês durante os anos de ditadura militar entre 1976 e 1983.

A presidente do tribunal, Maria Roqueta, encarregada de ler a sentença diante de uma sala lotada, explicou que Videla já tem duas condenações à prisão perpétua por homicídios, tortura e desaparecimento de dissidentes políticos, tendo uma pena unificada de prisão perpétua. Quanto a Reynaldo Bignone, teve uma pena menor por ter exercido o poder durante somente um ano, antes do fim do regime militar no país. Ele já tem duas condenações, uma à prisão perpétua e outra de 25 anos.

Avós da Praça de Maio

"É um sentimento de satisfação porque a sentença confirma e esclarece que o plano de roubo de bebês existiu", declarou Estela de Carlotto, chefe da ONG Avós da Praça de Maio.

Cerca de 500 bebês foram roubados por militares, policiais e delegados durante a ditadura, afirma Estela de Carlotto, que ainda procura o seu neto Guido, filho de Laura Carlotto, executada sem julgamento quando estava desaparecida e cujo corpo foi devolvido à família.

Além dos ex-ditadores, outros colaboradores foram condenados a penas entre 5 e 40 anos de prisão por cumplicidade no caso.

 

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