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Colômbia/Farc

Governo colombiano pressiona Farc antes da retomada das negociações

Integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante conferência de imprensa em Havana, Cuba.
Integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante conferência de imprensa em Havana, Cuba. REUTERS/Enrique De La Osa

O governo colombiano está pressionando a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) antes da retomada das negociações de paz nesta quarta-feira. O presidente Juan Manuel Santos deu aos guerrilheiros um ano para concluir um acordo. Um bombardeio do exército matou cerca de vinte combatentes.

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Em um discurso pronunciado domingo à noite em Cartagena das Índias, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que as negociações com as Farc devem levar a um acordo no mais tardar em novembro de 2013.

O chefe de Estado enfatizou no entanto que é "importante ter paciência e não exigir resultados imediatos", lembrando que se trata de um processo "complexo" que visa colocar um fim a um conflito que já dura meio sécuo e deixou centenas de vítimas e quatro milhões de desabrigados.

Lançadas em outubro na Noruega, as discussões entre representantes do governo e das Farc continuam em Havana, onde devem ser retomadas nesta quarta-feira, após uma primeira rodada de negociações na capital cubana.

Nenhuma data limite foi oficialmente prevista para as negociações e a guerrilha, que insiste nas causas sociais do conflito, já disse várias vezes que recusa uma paz feita "às pressas". Mas em seu último discurso o presidente Santos fez questão de alertar os guerrilheiros.

"Se o que querem é utilizar novamente a mesa de negociações para fazer uma revolução por decreto e transformar a constituição, o país e as políticas públicas, então não haverá paz", declarou ele. Em compensação, o presidente ofereceu todas as "garantias" caso a rebelião aceite " passar das balas aos votos" e tentar "atingir seus objetivos por vias democráticas".

A firmeza das autoridades também se traduziu no campo militar. Pouco após o discurso de Santos, o exército colombiano anunciou que cerca de vinte supostos rebeldes haviam morrido em um bombardeio realizado no sábado em Los Arrayanes, uma localidade rural da província de Nariño, na fronteira com o Equador.

Quatro rebeldes, incluindo o chefe de uma frente regional, também foram mortos e três foram capturados no sábado durante operações militares no centro da Colômbia.

Enquanto a guerrilha se comprometeu a respeitar uma trégua unilateral de dois meses, até o dia 20 de janeiro, o exército recebeu a instrução de intensificar sua ação contra os rebeldes. O presidente Juan Manuel Santos excluiu qualquer trégua antes de chegar a um acordo final.

Fundadas em 1964, no rastro de uma insurreição camponesa, as Farc, principal guerrilha colombiana, ainda contam, segundo as autoridades, cerca de 9.200 combatentes, principalmente nas zonas rurais do país, após uma série de derrotas que fizeram com que suas tropas fossem reduzidas em cerca de 50% nos últimos dez anos.

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