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Chávez/Venezuela

Presidente Hugo Chávez piora e tem "nova e grave infecção"

Partidários carregam velas durante cerimônia pela saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez em Caracas, Venezuela.
Partidários carregam velas durante cerimônia pela saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez em Caracas, Venezuela. REUTERS/Jorge Silva

O governo da Venezuela anunciou na noite desta segunda(4) o agravamento do estado de saúde do presidente Hugo Chávez. O presidente venezuelano está internado há quase três meses por causa de um câncer. Segundo o governo, Chávez inspira cuidados e está em uma situação "delicada".

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O ministro das Comunicações venezuelano, Ernesto Villegas leu um comunicado para todas as rádios e tevês do país dizendo que o presidente Hugo Chávez apresenta uma "nova e grave infecção". Chávez agora tem uma piora nas funções respiratórias e está submetido a um tipo de quimioterapia muito forte. Segundo o ministro, o líder venezuelano também passa por outros tratamentos complementares e a evolução do estado clínico ainda está comprometida.

O presidente da Venezuela voltou para Caracas no último dia 18 de fevereiro. Ele foi imediatamente internado em um hospital militar da capital do país depois de dois meses internado em Cuba, onde passou pela quarta cirurgia devido à um câncer na região pélvica. Hugo Chávez, de 58 anos, e no poder desde 1999, respira com a ajuda de um tubo na traqueia. No último relatório oficial do governo venezuelano, onze dias atrás, a evolução do estado de saúde do presidente foi descrita como "não favorárel".

De acordo com o Ministério das Comunicações, apesar do estado crítico, Hugo Chávez ainda continua governando a Venezuela, por meio de decretos. O anúncio sobre o estado do presidente foi feito depois que centenas de manifestantes foram às ruas de Caracas para manifestar e reivindicar que o governo fale a verdade sobre a saúde de Hugo Chavez.

O ministro Ernesto Villegas acusou novamente "os laboratórios estrangeiros" e a "direita venezuelana" de preparar uma guerra, que seria um pretexto à intervenção estrangeira. O governo denuncia a atitude "hipócrita" dos inimigos históricos. Antes da sua viagem para Havana, Hugo Chávez, em um gesto sem precedentes, designou como herdeiro político o vice-presidente Nicolas Maduro, o que impulsionaria o país a elegê-lo em caso de eleições antecipadas, como prevê a Constituição, em caso de renúncia do presidente.

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