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Chile/exumação

Justiça chilena exuma corpo do poeta Pablo Neruda

Manuel Araya, motorista do poeta Pablo Neruda
Manuel Araya, motorista do poeta Pablo Neruda CLAUDIO SANTANA / AFP

A Justiça chilena determinou a exumação dos restos do poeta Pablo Neruda, que aconteceu nesta segunda-feira em Isla Negra, no Chile. O objetivo é determinar se ele foi assassinado durante a ditadura de Augsto Pinochet, ou se o poeta foi vítima de um câncer, como consta no atestado de óbito.

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O túmulo de Pablo Neruda foi aberto na presença do juiz Mario Carroza, responsável pelo caso, e dos legistas que participam da investigação. O inquérito deverá esclarecer se Neruda morreu de um câncer da próstata em 23 de setembro de 1973, como consta em seu atestado de óbito, ou se ele não resistiu à misteriosa injeção feita na véspera de sua viagem para o México, onde pretendia pedir asilo político e comandar a oposição contra o general Pinochet, segundo seu motorista e assistente, Manuel Araya.

Segundo Carroza, "todas as análises necessárias serão feitas para averiguar a causa da morte de Neruda." Os restos mortais do Prêmio Nobel de Literatura de 1971 serão transportados para o departamento de Antropologia do Instituto Médico Legal de Santiago. Serão necessários pelo menos três meses para determinar se seu corpo ainda mantém resquícios de substâncias tóxicas.

Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, Patricio Bustos, medicamentos utilizados em altas doses também podem ter provocado a morte de Neruda. A tese do assassinato é defendido pelo seu motorista, que na época era um jovem militante do partido Comunista. De acordo com ele, o poeta morreu algumas horas depois de ter recebido uma injeção, quando estava hospitalizado na clînica Santa Maria, em Santiago.Testemunhas que o viram poucos dias antes corroboram essa versão.
 

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