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Chile/Peru

Decisão histórica muda fronteira marítima entre Peru e Chile

Peruanos acompanham no centro de Lima anúncio de decisão sobre nova fronteira marítima entre Chile e Peru.
Peruanos acompanham no centro de Lima anúncio de decisão sobre nova fronteira marítima entre Chile e Peru. REUTERS/Enrique Castro-Mendivil

A Corte Internacional de Justiça de Haia estabeleceu nesta segunda-feira (27) uma nova fronteira marítima entre Chile e Peru. Para o presidente peruano, Ollanta Humala, a decisão foi um “motivo de satisfação”. Já o colega chileno Sebastian Piñera não conseguiu esconder a frustração, falando em “perda”. A nova divisão tenta resolver uma longa disputa diplomática.

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A área em disputa durante os últimos dez anos no oceano Pacífico tem quase o tamanho da Suíça com cerca de 38 mil km² . Com a decisão inapelável, o Peru ganhou mais da metade da extensão (cerca de 20 mil km²), mas o Chile ficou com a zona mais rica em recursos pesqueiros, estimados em 200 milhões de dólares anuais.

A decisão estabeleceu uma linha paralela no mar de 80 milhas náuticas e determinou, a partir deste ponto, uma linha equidistante para sudoeste. O Peru havia apresentado formalmente a demanda há seis anos. O Chile garantia que a fronteira já havia sido fixada com uma linha paralela.

“Conseguimos mais de 70% do que pleiteamos. A decisão será aceita e respeitada pelo Peru e esperamos que o Chile proceda da mesma forma”, anunciou o presidente peruano em discurso em rede nacional logo após a decisão da CIJ, na Holanda.

Centenas de peruanos acompanharam a transmissão ao vivo do resultado, reunidos na Plaza de Armas, coração histórico de Lima. A decisão foi acolhida com gritos entusiasmados, bandeiras e hino nacional.

Perda lamentável

“Mesmo que nessa área o Chile tenha preservado o direito de navegação marítima e aérea, não há como negar que essa decisão seja uma perda lamentável para o país”, declarou o presidente chileno.

Em Arica, cidade fronteiriça a 2 mil km ao norte de Santiago, houve confrontos entre policiais e manifestantes contrários à decisão. “Perdemos a pesca de bacalhau, tubarão e muitos recursos que nos pertenciam”, disse à imprensa Zoila Bustamente, presidente da Confederação Nacional de Pesca Artesanal.
 

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