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Brasil/Copa do Mundo

Em Havana, Dilma defende organização da Copa do Mundo

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo e a presidente Dilma Rousseff durante a abertura da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos).
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo e a presidente Dilma Rousseff durante a abertura da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos). REUTERS/Adalberto Roque/Pool

A presidente, que já chegou em Brasília, comentou as críticas em relação à Copa do Mundo e disse que quem não percebe a importância do Mundial de futebol tem uma "visão pequena do Brasil".

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A segunda reunião de Cúpula da Celac - Comunidade dos países latino americanos e do Caribe, termina hoje em Havana. Durante dois dias, líderes de 33 países discutiram a integração do bloco e temas como o desenvolvimento econômico e combate à fome e exclusão.

No encontro, os países também condenaram o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba. Em seu discurso na abetura do encontro, a presidente brasileira Dilma Rousseff também defendeu a presença do regime cubano em Fóruns internacionais. A presidente lembrou que a inauguração do porto de Mariel na segunda-feira, construída com a ajuda do Brasil, é um exemplo da integração regional e das possibilidades de parcerias econômicas.

Dilma Rousseff centrou seu discurso na defesa da aproximação dos países da Celac, segunda ela, com forte potencial de atração de investimentos. E voltou a defender a economia dos países emergentes.

"É apressada a tese difundida recentemente, segundo a qual, depois da crise, as economias emergentes e em desenvolvimento serão menos dinâmicas. Precisamos nos dispor a integrarmos nossos mercados cada vez mais e a criar fluxos de investimento entre nossos países. A Celac é um poderoso instrumento de aproximação entre nossos estados membros" declarou a presidente.

Antes de deixar Cuba em direção à Brasília, onde chegou na madrugada de hoje, Dilma Rousseff concedeu uma entrevista coletiva e falou de outros assuntos. Questionada se abordaria os protestos do final de semana no Brasil contra a Copa, ela respondeu que quem não percebe a importância do Mundial de futebol tem uma "visão pequena do Brasil".

A presidente disse ainda que poucos países tiveram atitudes com manifestações como as registradas no Brasil e que não houve repressão, mas que o governo "ouviu as vozes da rua e medidas foram tomadas."

A presidente disse que os 12 estádios estão dentro da média da Fifa para uma Copa e lembrou que o governo está investindo 143 bilhões de reais em transporte e obras de infraestrutura.

"Estamos dando uma das maiores festas do mundo que é a Copa. É uma visão pequena do Brasil, muito pequena do Brasil. O Brasil é um país que tomou uma série de medidas para essa Copa. O principal investimento está em toda as estruturas de aeroportos, em todas as estruturas de portos. Ela lembrou que a Copa vai ter como temas a paz, luta contra o racismo e a consolidação do futebol feminino.
 

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