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Uruguai/Eleições presidenciais

Esquerda conquista maioria no parlamento uruguaio

Tabaré Vazquez (e) comemora resultado do primeiro turno ao lado de seu candidato a vice, Raúl Sendic
Tabaré Vazquez (e) comemora resultado do primeiro turno ao lado de seu candidato a vice, Raúl Sendic Reuters

A esquerda uruguaia confirmou sua liderança neste domingo. Apesar de não ter conseguido fechar as eleições no primeiro turno, Tabaré Vazquez (candidato da coalizão Frente Ampla do presidente José "Pepe" Mujica) governará com maioria parlamentar, caso vença Luis Lacalle Pou no dia 30 de novembro. Mujica, por sua vez, confirmou sua popularidade no país e foi o senador mais votado. Seu partido, o Movimento de Participação Popular, foi o mais votado da esquerda, elegendo seis senadores.

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Com quase todos os votos apurados, Vazquez tinha 47,2% contra 30,5% de seu adversário. Para o candidato da situação, a vitória é um "enorme reconhecimento do governo da Frente Popular e de seu projeto de país". Ele disse ainda que "independentemente da maioria parlamentar, o caminho sempre é buscar o diálogo".

Oncologista de 74 anos, o candidato oficial é um político veterano: em 2005, tornou-se o primeiro presidente de esquerda do país, governou com ampla maioria parlamentar e construiu as bases para que a esquerda se mantivesse no poder pelos últimos 15 anos.

Na última década, esse apoio no legislativo foi fundamental para que o país conseguisse avançar em diversas pautas progressistas, como a legalização da maconha e a descriminalização do aborto, além de reformas fiscal e no sistema de saúde. A questão da maconha deve entrar na pauta na campanha para o segundo turno, já que Lacalle Pou já declarou que é contrário à venda da droga por parte do estado, embora não se oponha ao cultivo próprio.

Em 2013, o Uruguai completou 11 anos consecutivos de crescimento econômico, com um desempenho médio de 6%, além de altas taxas de redução de pobreza. De modo geral, Tabaré Vazquez promete manter a política macroecônomica, mas pretende reduzir a carga tributária.

Tarefa difícil para a direita

Outra chancela das urnas neste domingo para a esquerda foi a derrota da proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade, que foi a referendo paralelamente às eleições.

Ou seja, o cenário não parece nada favorável a Lacalle Pou, de 41 anos e filho do ex-presidente Alberto Lacalle. Com um discurso mais conciliador do que aguerrido, o deputado propõe medidas para baixar o gasto público e melhorar a eficiência estatal, além de ajustar os salários à produtividade.
 

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