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México/Crime

Suspeitos confessam ter assassinado estudantes mexicanos

As investigações continuam e a polícia busca ainda os estudantes desaparecidos em Iguala.
As investigações continuam e a polícia busca ainda os estudantes desaparecidos em Iguala. REUTERS/Henry Romero

Os 43 estudantes seqüestrados e desaparecidos desde 26 de setembro, no sudoeste do México, teriam sido assassinados e seus corpos queimados. Três suspeitos detidos há uma semana confessaram o crime, revelou na sexta-feira (7) o procurador-geral mexicano Jesús Murillo Karam. As famílias dos estudantes desconfiam dessa versão.

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Segundo o procurador-geral, os três detidos são suspeitos de pertencer ao cartel de drogas “Guerreiros Unidos”. Eles confessaram que, depois de ter matado os estudantes, os corpos foram queimados em um lixão perto da cidade de Iguala, cidade do Estado de Guerrero, no sudoeste do México, onde os estudantes foram seqüestrados por policiais corruptos no dia 26 de setembro. Em seguida, colocaram os restos dos corpos em sacos e jogaram em um rio.

Jesús Murillo Karam informou que os estudantes foram assassinados depois de terem sido entregues pelos policiais aos integrantes do narcotráfico. O prefeito de Iguala foi detido esta semana juntamente com sua mulher. Eles são suspeitos de serem osmandantes do crime.

Identificação difícil

No lixão, peritos encontraram cinzas e alguns vestígios de ossos humanos. O procurador disse também que um dos sacos jogados no rio foi encontrado fechado. Mas os restos humanos serão dificilmente identificados, salientou Karam. Eles serão enviados a uma universidade na Áustria para tentar uma identificação definitiva de DNA.Até que provas científicas confirmem a morte dos estudantes, o grupo continuará sendo considerado desaparecido pelo governo.

Os pais dos estudantes desaparecidos se recusaram a aceitar os depoimentos dos suspeitos revelados pela Procuradoria. Eles acham em que os filhos continuam vivos. "Enquanto não houver provas, nossos filhos estão vivos", declarou Felipe de la Cruz, porta-voz do grupo de pais. Os familiares, que temem que as autoridades tentem encerrar o caso rapidamente, contrataram médicos legistas argentinos para realizar uma análise independente.

O desaparecimento dos estudantes chocou o México, provocando uma onda de protestos por todo o país e uma pressão internacional pela solução do caso. O presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu aos familiares e à sociedade punir todos os responsáveis pelo crime. Os "fatos confessados indignam toda a sociedade mexicana", disse Peña Nieto.
 

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