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Estados Unidos

Senado divulga relatório sobre tortura nas prisões secretas da CIA

Saguão da sede da CIA em Langley, na Virgínia.
Saguão da sede da CIA em Langley, na Virgínia. AFP

Embaixadas e bases militares dos Estados Unidos em todo o mundo tiveram a segurança reforçada nesta terça-feira (9). A medida foi tomada porque as autoridades americanas temem reações violentas após a publicação de um relatório de 500 páginas sobre tortura e maus-tratos nas prisões secretas da CIA (Agência Central de Inteligência) durante as guerras do Iraque e do Afeganistão.

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As conclusões do documento são chocantes, segundo a senadora democrata Dianne Feinstein, presidente da comissão de inquérito. Foram três anos de investigações detalhadas sobre as práticas da CIA, envolvendo o período de 2002 a 2009.

Centenas de documentos reunidos mostram que os prisioneiros suspeitos de terrorismo e de ligação com a organização Al Qaeda eram sujeitos a agressões, privação do sono e simulação de afogamento, entre outras atrocidades condenadas pelos tratados internacionais.

Os abusos ocorriam em larga escala, mas resultaram em poucas revelações. Os métodos de interrogatório da CIA não teriam levado, por exemplo, à localização de Osama Ben Laden, disse a senadora Feinstein.

Temendo a repercussão negativa, o ex-presidente George W. Bush, que autorizou o programa de prisões secretas, reafirmou no último domingo, em entrevista ao canal CNN, que era contra a divulgação do documento. Bush chamou os agentes da CIA de "patriotas", que "defenderam a nação".

O presidente Barack Obama suspendeu o programa logo que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009. Obama utilizou pela primeira vez o termo tortura e reconheceu que os Estados Unidos tinham passado dos limites.

A agência de inteligência já preparou o contra-ataque e vai divulgar um documento com a sua versão dos fatos.

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