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EUA/Racismo

Baltimore volta a protestar, mas comemora indiciamento de policiais por morte de negro

Multidão ouve a discursos durante protesto em Baltimore neste sábado (2)
Multidão ouve a discursos durante protesto em Baltimore neste sábado (2) REUTERS/Lucas Jackson

Um dia depois do indiciamento de seis policiais pela morte do jovem negro Freddie Gray, milhares de pessoas voltaram a pedir justiça nas ruas de Baltimore (EUA) neste sábado (2). Os manifestantes se reuniram na prefeitura e, aos gritos de "a rua é nossa!", seguiram para o bairro onde Gray morreu, no dia 19 de abril.

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Ao contrário dos últimos dias, em que houve uma série de confrontos entre manifestantes e a tropa de choque, a atmosfera do protesto era pacífica, com muitos celebrando a acusação contra os policiais. Mesmo assim, a Guarda Nacional do estado de Maryland anunciou via Twitter que designou 3 mil soldados para "manter a paz" na cidade.

Quem não comemorou a condenação foi o advogado e ex-Pantera Negra Malik Shabazz, para quem ela é apenas o primeiro passo de um processo que lança mais uma vez luz sobre as relações raciais nos Estados Unidos. Sob o céu claro da primavera, ele liderou a multidão em um grito de guerra ("Sem justiça, não há paz!") e exigiu que o governador do estado, Bob Hogan, recue suas tropas e suspenda imediatamente o toque de recolher imposto sobre a cidade. Por furar a quarentena e protestar depois das 22 horas, 15 pessoas foram presas na madrugada de sexta para sábado.

O caso voltou a reacender a polêmica em torno das táticas policiais, especialmente em relação à população negra. Também aconteceram protestos em outras cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Filadélfia e a capital Washington.

Assassinato

De acordo com o legista que examinou o corpo, o rapaz de 25 anos foi assassinado. Em 12 de abril, ele sofreu uma fratura no pescoço quando era transportado na carroceria de um carro da polícia, sem cinto de segurança e com as mãos e pés algemados. Uma semana depois, morreu em consequência dos ferimentos.

Essas circunstâncias levaram a promotora estadual Marilyn Mosby - uma negra que tem pais, avós e tios policiais - a abrir o processo criminal. O sindicato dos policiais de Baltimore defendeu os acusados e condenou o que considerou "uma corrida precipitada ao julgamento".

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