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Angola

Angola: perseguição contra cidadãos das Lundas

Garimpeiro
Garimpeiro AFP PHOTO / ISSOUF SANOGO

Em Angola, mais de centena e meia de cidadãos das Lundas estão desaparecidos desde sábado, na sequência de uma rusga policial a pretexto de caça à emigração ilegal nesta região diamantífera, também em paradeiro incerto estão três activistas dos oficialmente quinze detidos desde 20 de Junho, por alegada tentativa de golpe de Estado e derrube do Presidente angolano.

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O Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwé, que defende a autonomia das Lundas, denuncia frequentes perseguições e mesmo um pequeno genocídio, nesta região diamantífera de Angola.

José Mateus Zecamutchima, líder deste Movimento denuncia a caça ao cidadãos nacionais, a pretexto de caça aos estrangeiros ilegais e afirma "no sábado foram detidas centenas de pessoas, 126 postas em liberdade e segundo fontes da polícia 174 foram levadas à fronteira,onde nunca chegaram e as famílias estão preocupadas...muitos jovens sobretudo na localidade de Cafunfo estão foragidos nas matas, com medo de serem rusgados, porque parece-nos que a polícia em vez de rusgar os estrangeiros que continuam ilegais nas ruas, foram rusgando os nacionais".

O engenheiro Zecamutchima afirma ainda que "hoje foram recolhidos três corpos...de pessoas desaparecidas este final de semana...também temos relatos de garimpeiros, que nos disseram que no próprio rio Cuango estavam a flutuar corpos"...para terminar ele denuncia "um pequeno genocídio de forma silenciosa e apela a comunidade internacional e organizações internacionais, para que se termine esse tipo de genocídio".

O advogado angolano Walter Tondela que defende parte dos activistas detidos desde 20 de Junho, admite que três deles estão em paradeiro incerto e que amanhã (1/07) um grupo de advogados vão visitar oficialmente diferentes esquadras para os tentar localizar. Walter Tondela reitera que não há matéria criminal para manter em detenção os oficialmente quinze detidos, e pede a sua libertação provisória com termo de identidade e residência ou mediante o pagamento de caução, como previsto pela lei angolana.

 

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