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Angola

Família "chocada" exige reabilitaçao da imagem de Jonas Savimbi

Jonas Savimbi no Call of Duty : Black Ops 2.
Jonas Savimbi no Call of Duty : Black Ops 2. Call of Duty

A família de Jonas Savimbi está chocada com a utilização da imagem do líder histórico da UNITA no jogo "Call of Duty" e interpôs uma acção judical por difamação contra a filial francesa da empresa norte-americana que edita o jogo, um processo inédito em França.

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No jogo "Call of Duty o líder histórico da UNITA surge numa missão no Cuando Cubango em 1986, em  plena guerra civil angolana, a ajudar  o herói a resgatar um agente da CIA, numa alusão à aliança da UNITA com os Estados Unidos, durante a Guerra Fria.

Esta quarta-feira ocorreu a segunda audiência neste processo e a justiça deverá pronunciar-se a 24 de Março.

Um dos seus filhos, Durão de Montenegro Cheya Savimbi, chocado pela violências das imagens refere que o jogo desvirtua a personalidade política do seu pai : "imagem que o torna num sanguinário pura e simplesmente, toda a sua dimensão política está completamente apagada, como filhos de Jonas Savimbi nós estamos chocados". 

Cheya Savimbi afirma ainda "nós temos filhos que têm esse nome...o indivíduo no jogo é simplesmente alguém que mata para obter um certo resultado...o adolescente que joga aquele jogo vai ficar com a impressão de que Jonas Savimbi era um assassino...a história não está contada correctamente nesse jogo".  

Denunciamos também que  "toda a biografia do personagem são todos dados exactos do meu pai... o que tem que ficar claro é que a utilização, a limitação, a redução deste homem num instrumento de guerra, isso nos choca".

Esta é primeira vez em França, que um editor de jogos de video é processado por difamação. Para a advogada da família,  Carole Enfert, o problema está ligado à má utilização da imagem do líder histórico da Unita. "O principio é acima de tudo preservar a honra de um familiar. O que está em causa é que alguém se possa encontrar num jogo, com a mesma cara, com o mesmo nome que é utilizado com fins meramente comerciais".

Visão diferente tem o editor do jogo, Etienne Kowalski, que evoca a liberdade de expressão e a descrição dos factos, argumentando ainda, que no jogo Jonas Savimbi é lisonjeado ao ser o aliado do personagem principal.

Além da indemnização, os filhos de Jonas Savimbi exigem a reabilitação da imagem do pai e a retirada do jogo considerado insultuoso para a memória do fundador da UNITA.

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