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Angola

Dispensados novos declarantes no julgamento dos 17 activistas angolanos

Jovem activista Manuel Nito Alves
Jovem activista Manuel Nito Alves DR

Depois de sucessivos adiamentos, retomou hoje o julgamento dos 17 activistas angolanos acusados de tentativa de rebelião, o tribunal de Luanda tendo decidido dispensar o depoimento dos declarantes que tinha reclamado por via de edital no "Jornal de Angola", uma nova sessão tendo ficado marcada para dia 14 de Março.

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Durante esta sessão que ficou igualmente marcada por alguma tensão, nomeadamente com a evacuação de 13 dos 17 réus por envergarem T-shirts com auto caricaturas como palhaços, o juiz da causa Januário Nascimento tendo interpretado isso como uma "falta de respeito para com um órgão de soberania", também foi decidido o regresso à prisão em regime de detenção preventiva de um dos réus até agora em prisão domiciliária, o professor universitário Nuno Dala, por este último ter recusado comparecer ao julgamento.

Apesar disso e apesar dos comentários pouco optimistas que têm surgido nos últimos dias quanto ao possível desfecho deste processo, Miguel Francisco, advogado de 3 dos 17 activistas, considera que "imperou o bom senso" na decisão do tribunal concluir a fase de produção de provas e refere estar tranquilo relativamente à fase final do julgamento.

No mesmo sentido, David Mendes, membro da equipa de advogados de defesa dos 17 activistas, considera que a decisão da justiça avançar para a fase final do processo e dispensar o depoimento de declarantes suplementares foi "uma decisão lógica".

Também hoje, desta vez no Huambo, prosseguiu o julgamento de José Julino Kalupeteka, líder da seita religiosa "A luz do Mundo" e de 9 co-réus acusados do homicídio de 9 polícias em Abril de 2015. O ministério público requereu a condenação dos 10 homens enquanto a defesa pediu a absolvição por falta de provas. Sem desvendar prognósticos quanto à sentença cuja leitura está prevista para o dia 30 de Março, David Mendes, advogado de defesa no caso Kalupeteka, dá conta da expectativa do líder religioso que continua a clamar a sua inocência e dos seus co-réus quanto ao desfecho desse julgamento.

 

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