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Angola

Movimento Revolucionário de Angola pede destituição do Presidente

Central Angola 7311

O Movimento Revolucionário está a convocar para dia 9 de Abril uma manifestação para exigir a libertação imediata dos presos políticos e a destituição imediata do presidente José Eduardo dos Santos.

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Adolfo Campos, membro do Movimento Revolucionário admite que na "mega-manifestação" que está a ser convocada para dia 9 de Abril e cujo itinerário foi analisado esta quarta-feira (30/03) "haverá uma repressão activa por parte do regime e que podem até acontecer mortes".

O objectivo é pedir "a libertação imediata dos 15 + 2 + 1" (os 17 activistas condenados esta segunda-feira e de Marcos Mavungo preso em Cabinda há mais de um ano e condenado a seis anos de prisão por rebelião) e também "a destituição de José Eduardo dos Santos, porque já não confere [com] os ideais do país, já não dá credibilidade ao povo angolano, então pedimos a destituição imediata, não podemos esperar por 2018".

Adolfo Campos refere-se ainda ao estado de saúde preocupante de Nuno Dala e Nito alves, dois dos activistas condenados esta segunda-feira e afirma que o Movimento Revolucionário adere à vigília de 4 de Abril, Dia da Paz, feriado em Angola para assinalar o fim da guerra civil em 2002, convocada pela CASA-CE segunda força política da oposição angolana, para exigir a libertação imediata dos presos políticos em Angola.

Adolfo Campos, do Movimento Revolucionário de Angola

Dos 17 activistas condenados esta segunda-feira a penas superiores a dois e oito anos de prisão, dois encontram-se doentes: Nuno Dala e Manuel Baptista Chivonde Nito Alves, ambos condenados a 4 anos e 6 merses de prisao.

Nuno Dala que está no Hospital Prisão de São Paulo em Luanda, é diabético e está em greve de fome desde 10 de Março para exigir a devolução dos bens que lhe foram confiscados por ocasião da sua detenção a 20 de Junho de 2015.

Nito Alves está detido na Cadeia da Comarca de Viana, sofre de diarreias e vómitos há mais de uma semana, mas recusa tomar os medicamentos fornecidos pela prisão, porque teme ser envenenado e pede para ser transferido para uma clínica privada, comorefere o seu pai Fernando Baptista.

Fernando Baptista, pai do activista Nito Alves

Adália Chivonde, mãe do activista Nito Alves mostra-se também preocupada com a deterioração da saúde do seu filho denuncia que os activistas foram condenados por um "crime inventado" e interroga-se "porque é que eles estão presos?"

Adália Chivonde, mãe do activista Nito Alves

 

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