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Angola

Febre-amarela matou pelo menos 345 pessoas em Angola

Aedes aegypti est une espèce de moustique qui est le vecteur principal de la dengue et de la fièvre jaune.
Aedes aegypti est une espèce de moustique qui est le vecteur principal de la dengue et de la fièvre jaune. ©Creative Commons

A febre-amarela matou, pelo menos, 345 pessoas em Angola até 10 de Junho, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. A OMS registou 3137 casos suspeitos em 18 províncias do país, dos quais 847 foram confirmados em laboratório.

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A OMS indicou, em relatório disponível na sua página da internet, que foram detectados 3137 casos suspeitos e notificados em 18 províncias do país. No total, foram confirmados em laboratório 847 casos, oriundos de 78 distritos.

As províncias de Luanda e do Huambo são as mais afectadas com 1778 casos (489 confirmados) e 508 casos (126 confirmados). Seguem-se as províncias de Benguela (291 casos suspeitos), Huíla (135 casos suspeitos), cuanza Sul (99 casos suspeitos) e Uíge (54 casos suspeitos). Na grande maioria, as pessoas afectadas têm entre 15 e 24 anos.

De acordo com a OMS, “continuam os esforços para reforçar a vigilância e o número de casos no país está a descer lentamente, ainda que tenham sido assinalados novos grupos de casos em novos distritos”.

A organização acrescenta que "a circulação do vírus continua a estender-se a outras províncias e que persiste o risco da exportação para outros países ligados a Angola".

 

República Democrática do Congo declarou epidemia de febre-amarela

Particularmente inquietante” é a situação epidemiológica na Lunda Norte, uma província limítrofe à República Democrática do Congo, com fluxos importantes de pessoas e mercadorias. Esta segunda-feira, a agência France Presse dava conta que as autoridades da RDC declararam uma epidemia de febre-amarela em três províncias do país, com a capital, Kinshasa, a registar 67 casos suspeitos.

De acordo com o ministro da Saúde da RDC, Félix Kabange, as províncias afectadas são Kinshasa, Congo Central e Kwango, tendo 58 dos casos confirmados sido importados de Angola. O governante informou que cinco pessoas morreram e que há mil casos suspeitos. A preocupação maior é com a capital, com mais de 12 milhões de habitantes e serviços de saúde precários.

De acordo com a agência Lusa, a resposta ao surto em Angola esgotou, pela primeira vez, as reservas mundiais da vacina contra a febre-amarela, um stock de seis milhões de doses de vacina. Até meados de Junho, já quase 18 milhões de doses da vacina foram distribuídas para campanhas de emergência em Angola, RDC (2,2 milhões) e Uganda (700 mil).

 

Oiça aqui a reportagem do nosso correspondente.

 

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