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Angola / Cabinda

Cabinda : absolvição do advogado Arão Tempo

Arão Bula Tempo, jurista cabinda
Arão Bula Tempo, jurista cabinda DR

O advogado cabinda Arão Bula Tempo foi ontem (12/07) absolvido por falta de provas pelo Tribunbal Provincial de Cabinda, que o acusou de crime de rebelião e colaboraçao com estrangeiros para desestabilisar Angola. 

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Preso dia 14 de Março de 2015 com o seu cliente Manuel Biongo no posto fronteiriço de Massabi, o dr. Arão Bula Tempo que era então o representante da Ordem dos Advogados de Angola em Cabinda, foi colocado dois meses depois em regime de prisão preventiva sob termo de identidade e residência. 

Ambos foram ontem (12/07) absolvidos por falta de provas.

Nesse mesmo dia foi preso em Cabinda e à saída da missa o engenheiro Marcos Mavungo, condenado a seis anos de prisão por incitação à rebelião contra o Estado angolano e à violência, quando apenas pretendia organizar a 14 de Março de 2015 uma manifestatação para denunciar a corrupção e a violação de direitos humanos em Cabinda, manifestação que foi proíbida.

Marcos Mavungo foi também ilibado pelo Tribunal Supremo de Angola por falta de provas no passado dia 19 de Maio.

Arão Bula Tempo

Arão Tempo que sempre denunciou a ilegalidade da sua detenção afirma que "não me sinto ainda livre...porque enquanto não se resolve o problema de Cabinda e da sua auto-determinação e que não haja boa vontade e coragem do governo angolano, debruçar-se sobre a questão sob a égide da comunidade internacional, as detenções, execuções, tratamentos desumanos e outros vão continuando...porque aqui em Cabinda não se pode criticar...basta dar uma opinião e é-se catalogado como FLEC".

Quanto a um eventual pedido de indemnização ao Estado angolano, Arão Tempo interroga-se "será que as instituições judiciárias e mesmo públicas são democráticas ? Como advogado nunca vi ninguém ser indemnizado...o grande problema das prisões em Angola não depende só de quem faz a justiça, mas do próprio sistema politico...são ordens superiores" e denuncia "o epicentro de todas as resoluções em Angola é a corrupção".

 

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