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Angola

Angola: genocídio de fiéis da seita Kalupeteka ?

José Julino Kalupeteka, líder da seita "A Luz do Mundo" no tribunal a 5 de Maio de 2015
José Julino Kalupeteka, líder da seita "A Luz do Mundo" no tribunal a 5 de Maio de 2015 REUTERS/Herculano Coroado

 ONG angolana FORDU fala de genocídio e denuncia novos massacres contra crentes da seita "A luz do Mundo" de José Julino Kalupeteka condenado a 28 anos de prisão.

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A ONG angolana Fórum Regional para o Desenvolvimento Universitário - FORDU - denuncia dois ataques contra fiéis da seita "A luz do Mundo" de José Julino Kalupteka em Kassongue, na província do Kwanza Sul, centro oeste de Angola.

A ONG afirma que a 9 e 13 de Agosto a polícia atacou a localidade onde residem cerca de 40 pessoas e não há rasto de sobrevientes, com excepção de 6 senhoras que estavam detidas, e que estas perseguições equivalem a um genocídio visando a extinção de uma igreja que tem 50 mil fiéis em Angola, que estariam em perigo de vida.

O advogado Salvador Freire, presidente da ONG de defesa dos direitos humanos Mãos Livres, "não confirma nem desmente [esta informação] mas pretende investigar, contactar pessoas e a FORDU, para verificar a sua veracidade ou não [e considera que] a ser verdade os responsáveis devem ser julgados".

A Associação Mãos Livres defende José Julino Kalupeteka, condenado a 28 anos de prisão na sequência do ataque das forças de segurança contra o Monte Sumi, na província do Huambo a 16 de Abril de 2015, que oficialmente causou a morte de 9 polícias e de 13 civis, mas que segundo Fernando Kalupeteka (outro filho do líder religioso) presente no local, provocou a morte de mais de 700 crentes.

As Nações Unidas, as ONGs Human Rights Watch e Amnistia Internacional, bem como os partidos da oposição UNITA e Casa CE, pediram um inquérito independente ao alegado massacre do Monte Sumi, o que as autoridades não permitiram.  

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