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ANGOLA

Angola: consternação após tragédia que fez 17 mortos

Morreram ontem 17 pessoas no jogo inaugural do Girabola 2017, após, alegadamente, terem tentado forçar a entrada do estádio.
Morreram ontem 17 pessoas no jogo inaugural do Girabola 2017, após, alegadamente, terem tentado forçar a entrada do estádio. RFI

Morreram ontem 17 pessoas no jogo inaugural do Girabola 2017, após, alegadamente, terem tentado forçar a entrada do estádio. Há também cerca de 60 pessoas feridas, 5 das quais em estado grave. Num estádio com uma capacidade de algumas centenas de adeptos, foram milhares as pessoas que se deslocaram para ver o jogo.

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No embate inaugural do Girabola, entre o Santa Rita e o Recreativo do Libolo, morreram 17 pessoas, incluindo crianças, e cerca de 60 encontram-se feridas depois de terem, alegadamente, tentado forçar a entrada no recinto. Relatos locais apontam que o incidente terá ocorrido 7 minutos após o início da partida. 

José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, já emitiu um comunicado onde expressa a sua solidariedade com as famílias das vítimas. Além disso, o chefe de Estado pediu também para se abrir um inquérito de maneira a determinar as causas do acidente. 

O Ministério da Juventude e Desportos também corroborou a mensagem do presidente angolano ao dizer que "lamenta o sucedido e solicitou à direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) e autoridades provinciais que averiguem as causas e que se tomem as medidas adequadas".

Clubes consternados

Em declarações à agência Lusa, Pedro Nzolonzi, presidente do clube de futebol Santa Rita aponta as culpas para as autoridades: "ocorreu um erro grave da polícia, ao deixar a população aproximar-se do campo. Muitos não queriam pagar e os que tinham bilhetes não conseguiam entrar. Depois começou a confusão. É muito triste". 

Vaz Pinto, treinador do Recreativo do Libolo, em declarações à agência Lusa, mostrou-se consternado e afirmou que "já no passado houve uma situação deste género. É bom que se criem condições de segurança de modo a que isto não volte a acontecer".

Já Sérgio Traguil, treinador do Santa Rita, também em declarações à Lusa, disse que "é uma coisa que ultrapassa qualquer resultado. Não interessa nem vitória, nem derrota. É uma tragédia enorme, estou devastado".

 Adepto relata o sucedido

Tomás Seca, adepto que queria assistir ao encontro entre as duas equipas, relatou a Lígia Anjos o que viu: "havia um aparato policial. Não queriam saber se tínhamos bilhete ou não. Começaram a empurrar o povo e, mais tarde, até usaram gás lacrimogéneo. Aquele gás lacrimogéneo fez com que muita gente caísse no chão e, naquela coisa de cada um querer salvar-se, os que já estavam no chão foram sendo pisados".  

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