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Angola

Angola: adiado o julgamento do Protectorado da Lunda Tchokwe

Logótipo do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe
Logótipo do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe

 Adiado para 5 de Julho o julgamento de cinco membros do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, devido à ausência dos polícias declarantes.

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Os cinco activistas da Lunda Norte foram acusados de tentativa de homicídio e assalto a uma esquadra da polícia e foram detidos em duas ocasiões distintas.

Rui Lucas foi preso a 4 de Janeiro durante uma manifestação autorizada no Cuango e acusado de ter agredido um polícia,  enquanto André Zende, Zeca Samuimba, Acoríntio Cajiji e Cazenga Manuel foram detidos nas suas residências na madrugada de 22 de Março e acusados de terem destruído e queimado uma esquadra.

Sebastião Assurreira, ligado à Associação de defesa de direitos humanos Mãos Livres, é o advogado de defesa dos cinco arguidos e está  no Dundo, capital da Lunda Norte onde deveria começar hoje o julgamento, afirma que oficialmente "os polícias que moram a 800 kms do Dundo  não foram notificados a tempo" e considera "uma fabricação, uma invenção  " os crimes de que são acusados sem qualquer prova.  

Segundo o advogado de defesa o principal objectivo deste julgamento - em período de pré-campanha para as eleiçoes gerais de 23 de Agosto - é "desencorajar os activistas do Protectorado da Lunda Tchokwe para não reivindicarem os seus direitos".

Sebastião Assurreira espera que dia 5 de Julho o tribunal dê provas de "isenção e imparcialidade" mas admite que "infelizmente a justiça angolana não o é", e que nas Lundas a situação é ainda mais complicada devido à reivindicação de autonomia do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.

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