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Ciência

Descobertos em Marrocos hominídeos com mais de 300 mil anos

Áudio 07:20
Sítio arqueológico de Jebel Irhoud, Marrocos, onde foram descobertos restos humanos com mais de 300 mil anos.
Sítio arqueológico de Jebel Irhoud, Marrocos, onde foram descobertos restos humanos com mais de 300 mil anos. Shannon McPherron, MPI EVA Leipzig/Handout via REUTERS

Descobertos em Jebel Irhoud, a 100 kms de Marraquexe, Marrocos, fósseis de cinco hominídeos, ossos de animais e ferramentas, datando de entre 300 e 350 mil anos, ou seja mais de 100 mil do que a datação 195 mil anos para Lucy, encontrada na Etiópia e considerada até agora como a origem da nossa espécie.Tal prova, que o homem não evoluiu num único berço da humanidade na África Oriental, como até agora se pensava, mas que o homo sapiens se espalhou por todo o continente africano, há cerca de 300 mil anos, antes de se dispersar por outras regiões do planeta.As morfologias cranianas, faciais e dos maxilares destas descobertas, são similares às do homem moderno e os especialistas pensam tratar-se da primeira fase da evolução do homo sapiens, a chamada Idade Média da Pedra, e não uma versão do homem de neendertal africano, duas linhagens que chegaram a coabitar na Europa e no Médio Oriente, mas que se separaram.Os neendertais extinguiram-se há quase 30 mil anos e o homo sapiens evoluiu progressivamente até aos dias de hoje.Este homo sapiens arcaico é a mais antiga raiz da nossa espécie descoberta, o que vai obrigar a reescrever a nossa história, como refere o paleontólogo português Octávio Mateus, líder do projecto Paleo Angola, responsável pela descoberta em 2011 do primeiro fóssil de dinossauro no país: o saurópode "angolatitan adamastor".

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