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Angola

Grandes mexidas na direcção das empresas públicas angolanas

Banco nacional de Angola
Banco nacional de Angola Miguel Martins/RFI

Depois de concluir a composição do seu executivo, o novo Presidente angolano, João Lourenço, iniciou o processo de nomeação de novos quadros nas empresas públicas, a começar pelo Banco Nacional de Angola, cujo novo governador, José de Lima Massamo, foi nomeado por decreto no passado 27 de Outubro em substituição de Valter Filipe.

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O chefe de Estado angolano deu entretanto continuidade ao processo com a exoneração do Conselho de Administração do BNA de António Manuel Ramos da Cruz, Gilberto Moisés Capeça, Samora Silva e de Ana Paula Patrocínio. João Lourenço nomeou para este mesmo órgão, Beatriz Ferreira de Andrade, Miguel Bartolomeu, Pedro Rodrigo Gonçalves, e Tavares Cristóvão. Ontem, o novo Presidente angolano nomeou ainda respectivamente Manuel Dias e Rui Oliveira para os cargos de vice-presidentes do Conselho de Administração do Banco Nacional de Angola.

Relativamente à empresa de diamantes de Angola, a Endiama, João Lourenço procedeu ontem à exoneração de Carlos Sumbula, quatro meses apenas depois do anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, o ter reconduzido nas suas funções de administrador da empresa. O novo Presidente angolano escolheu para ocupar este cargo o economista José Manuel Ganga Júnior, anteriormente director-geral da Sociedade Mineira de Catoca até ao ano de 2015.

No respeitante a outro pilar das empresas públicas angolanas, a empresa de ferro de Angola, a Ferrangol, foi exonerado por decreto presidencial Diamantino Pedro Azevedo, doravante a exercer o cargo de ministro dos Recursos Naturais e Petróleos. Para substitui-lo, João Lourenço nomeou João Diniz dos Santos que no passado jà figurava no Conselho de Administração da empresa.

Refira-se que reina a expectativa quanto aos passos que o novo Presidente irá seguir relativamente à petrolífera Sonangol, actualmente dirigida pela filha do antigo chefe de Estado, Isabel dos Santos. Nomeada em Junho de 2016 pelo pai em clima de contestação no seio da opinião pública, a empresária viu os seus poderes reforçados no seio de um Conselho de administração remodelado em virtude de um decreto de 21 de Setembro de 2017 assinado pelo ainda então Presidente, José Eduardo dos Santos, a notícia tendo vindo a público a 28 de Setembro, dois dias depois da tomada de posse do novo Presidente, João Lourenço.
Mais pormenores com Avelino Miguel.

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