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ANGOLA

Conselho de ministros em Cabinda

Cabinda. 22 de Janeiro de 2010.
Cabinda. 22 de Janeiro de 2010. ISSOUF SANOGO / AFP

A reunião do Conselho de Ministros, em Cabinda, é a primeira fora de Luanda desde a eleição de João Lourenço como novo Presidente angolano. O governador local alertou o chefe de Estado para a possibilidade de despedimento de mais trabalhadores no sector petrolífero, depois de 8.000 pessoas terem ido para o desemprego devido à crise no sector.

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Na abertura da reunião da comissão económica do Conselho de Ministros, esta manhã, o presidente angolano ouviu o governador provincial de Cabinda, general Eugénio Laborinho, falar sobre um processo de despedimento em massa no complexo petrolífero do Malombo devido à crise que se vive no sector. Algo que “colocou no desemprego cerca de 8.000 trabalhadores” e que pode levar a que “outros venham a ter o mesmo destino nos próximos tempos". Porém, é em Cabinda que é produzida a maior quantidade do petróleo angolano.

João Lourenço lamentou os atrasos na conclusão de várias obras públicas lançadas nos últimos anos em Cabinda, nomeadamente na protecção de encostas que ameaçam centenas de casas e as obras de reabilitação do hospital provincial de Cabinda.

O presidente lamentou, também, os atrasos nas obras da Cidade Universitária, do porto de águas profundas e do aeroporto.

Nesta reunião do Conselho de Ministros, está também em cima da mesa uma proposta para baixar o preço da ligação aérea para Cabinda. De notar que a Transportadora Aérea Angolana (TAAG) cancelou os voos desde sábado para Cabinda, deixando pelo menos mais de 100 passageiros acantonados no aeroporto de Luanda. Em comunicado, a TAAG fala em " questão de manutenção do Aeronave 7377".

O presidente angolano apresentou como prioritária a conclusão do projecto de construção do terminal de passageiros e cargas em Cabinda para ligar o território de Cabinda e as cidades do Soyo e de Luanda, através de ferryboat, em 2018.

Esta é a segunda visita oficial de João Lourenço às províncias desde que foi empossado. Em Outubro, presidiu à abertura do ano agrícola, no Huambo.

A reunião de hoje acontece duas semanas depois de a direcção da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) ter enviado ao presidente uma carta a propor uma proposta de diálogo para acabar com o conflito.

Desde o início de 2016, as forças da FLEC reivindicaram dezenas de mortos em ataques a militares angolanos. A FLEC luta pela independência do território há quase 50 anos e defende que o Tratado de Simulambuco de 1885 continua em vigor.

Oiça aqui a reportagem do correspondente da RFI em Angola, Avelino Miguel.

Avelino Miguel, Luanda

 

 

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