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Angola

Polícia reprime marcha contra suborno nas escolas públicas

A l'école Federico Mayor, les élèves s'entraînent pour le défi lecture.
A l'école Federico Mayor, les élèves s'entraînent pour le défi lecture. © RFI/Coralie Pierret

 A polícia reprimiu e inviabilizou hoje em Luanda a marcha do Movimento dos Estudantes Angolanos em "repúdio da gasosa" exigida para ingresso nas escolas públicas.

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O Movimento dos Estudantes Angolanos convocou para esta sexta-feira (26/01) uma marcha em protesto contra o pagamento de cobranças ilegais, suborno, luvas ou como localmente se diz "gasosa", exigida por muitas escolas públicas para a aceitação das inscrições ou matrículas no ano escolar, que arranca a 31 de Janeiro, com aulas a partir de 1 de Fevereiro.

Consoante as escolas as somas vão de 60 a 100 mil kwanzas, por vezes mais, podendo atingir os 500 dólares.

A concentração estava agendada para as 12 horas de hoje, no Largo do Cemitério de Santa Ana, devendo seguir até ao Ministério da Educação para entrega de um documento à tutela, expondo esta realidade, que não data de hoje.

Arante Kivuvo, membro do grupo de activistas que ficou conhecido como "15+2" e que foi um dos organizadores, confirma que apesar de devidamente comunicada às autoridades - como prevê a lei - e não proíbida, a polícia bloqueou a marcha e reprimiu os cerca de 50 manifestantes com "cães e porretes".

Segundo este estudante universitário tal prova que "em Angola só se trocou o rosto...o sistema continua, visto que o MPLA na sua campanha diz corrigir o que está mal e melhorar o que está bem" a polícia continua a reprimir e não respeita o direito de manifestação previsto pela lei.

Mas "não vamos parar" conclui Arante Kivuvu "porque o objectivo é conseguirmos que as pessoas sejam inseridas na educação".

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