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Angola

Professores angolanos iniciam greve

Professores angolanos iniciam a Greve
Professores angolanos iniciam a Greve RFI/Coralie Pierret

Os professores angolanos cumprem esta segunda-feira o primeiro de quinze dias de greve no ensino geral. Na origem do protesto, convocado pelo Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) angolano, está um conjunto de reivindicações que os docentes defendem há cinco anos.

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Em declarações à RFI Guilherme Silva secretário-geral do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) fala numa adesão que está a rondar os 94%.

A greve, que se vai prolongar até 27 deste mês, foi convocada pela SINPROF e constitui a terceira fase de uma paralisação que foi suspensa há cerca de um ano, depois do Ministério da Educação angolano ter prometido uma solução para as exigências dos docentes.

A intenção dos professores, de acordo com Guilherme Silva, é demonstrar a “insatisfação” pela não aprovação do novo Estatuto da Carreira Docente, bem como rejeitar a estratégia do Ministério da Educação de priorizar o concurso público de admissão de novos professores, em detrimento da actualização de categoria dos professores em serviço.

O presidente do SINPROF pediu aos professores que “não se deixem enganar” pelos apelos feitos por dois outros sindicatos, que já se demarcaram desta greve, por considerarem que “há boa vontade da parte do governo na resolução dos problemas da classe”.

O sindicalista disse que os professores vão avançar para a greve, não porque não são patriotas, mas porque entendem que “não há vontade política e sensibilidade da parte do executivo em solucionar os problemas que se arrastam há muitos anos”, referiu.

Esta segunda-feira, o Ministério da Educação de Angola garantiu que tem concretizado as exigências que constam do caderno reivindicativo dos professores e lamentou que a greve não tenha sido suspensa.

Em comunicado, o Ministério refere que as várias exigências que constam no caderno e que foram apresentadas em 2013 já foram resolvidas ou estão em fase de resolução.

Com a colaboração de Daniel Frederico, o nosso correspondente em Luanda.

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