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Angola

Angolanos marcham contra desemprego

Marcha contra elevado índice de desemprego em Angola, 21 de Julho.
Marcha contra elevado índice de desemprego em Angola, 21 de Julho. RFI / Daniel Frederico

Centenas de manifestantes marcharam, este sábado, em sete das 18 províncias contra elevado índice de desemprego e exigem cumprimentos das promessas feitas pelo actual Presidente da República, João Lourenço, durante a sua campanha eleitoral em criar 500 mil postos de trabalhos.

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Há quase um no poder o Presidente angolano, João Lourenço, tem desencadeado mudanças nas estruturas do Estado, na luta contra corrupção, mas no tange ao emprego não se vêem sinais de empregabilidade, sendo que os concursos públicos continuam fechados e guardados nos segredo dos deuses.

"O Desemprego não é escolha, é má Governação", "Trabalho é um direito, João Lourenço. Eu sou desempregado exijo a cumprimentos da promessa dos 500 mil empregos" são algumas das frases que se ouviram em canções ao longo da caminhada da marcha que em Luanda teve o ponto de partida no Cemitério da Santa Ana rumo ao Largo das Escolas.

O manifesto eleitoral do MPLA 2017–2022 defendia "Angola de Inclusão, de Progresso e das Oportunidadesʺ, na qual há um compromisso em "estimular e valorizar o capital humano e a promoção do emprego qualificado e remunerador".

Passados dez meses de exercício do poder e aliado às promessas da "criação, no mínimo, de 500 mil novos empregos", estudantes, activistas e parte da Sociedade Civil angolana, constataram que pouco ou nada se fez para que as promessas, passem à materialização, tendo uma consequência imediata: o aumento desmedido do número de desempregados no país, e na sua maioria jovens com vontade, suficiente disponibilidade para contribuírem no desenvolvimento do país.

"Não se vêem políticas públicas claras eu objectivas para o alcance destes 500 mil postos de empregos, e sem produção, sem empregos não se vai melhorar a situação social e económica dos angolanos, e nem se pode distribuir absolutamente nada. Se queremos combater a delinquência, devemos ocupar os jovens para que não tenham tempo de pensar em coisas negativas, mas sim, em trabalhar para o progresso do próprio país. Só assim se corrigirá o que está mal e se vai melhorar o que já está bom", afirmou Arante Kivuvu, um dos organizadores da marcha.

Viriato da Cruz, outro organizador, disse que com 28 anos está há 7 anos desempregado; "o Estado tem tarefas das quais não se pode afastar. Assim, é necessário que se criem condições, políticas públicas urgentes, para que cada cidadão encontre no país oportunidades iguais de realização, em que o tempo que se passa estudando, o seu talento e vontades possam ser bem aproveitados e, assim, prosperar em qualquer sector da vida. Acima de tudo, é necessário devolver a esperança de ter um emprego condigno aos jovens."

"À luz da democracia participativa e do artigo 47.º da Constituição da República angolana, viemos por esta via realizar a marcha contra o desemprego que degrada as condições socioeconómicas dos angolanos. Uma forma de pressionar o governo angolano para a criação de políticas públicas concretas e inclusivas voltadas à valorização do capital humano angolano, à promoção de empregos justos e dignamente renumeráveis e à exigência dos 500 mil postos de empregos prometidos, dos quais ainda não nos esquecemos" explicou Nito Alves, activista detido no processo 15+2.

Em Benguela a marcha percorreu a rotunda da Cruz vermelha até ao largo da Peça. Na província do Bengo, a marcha teve início no Estádio Municipal do Dande rumo ao Triangulo do super Zumba. Em Malanje a concentração aconteceu no Largo da rainha Njinga Mbande até ao Largo da Independência. No Zaire e Bié os manifestantes encontraram-se nas 15 casas e marcharam até Mabongo.

Daniel Frederico acompanhou os protestos para a RFI.

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